| Tumulto e prisão no aeroporto |
A prisão de um passageiro gerou tumulto e correria no Aeroporto Internacional Pinto Martins. O acusado estava com 5,4 quilos de cocaína amarrados no corpo. Foi a trigésima prisão feita em 2009 no aeroporto pelo mesmo crime. A droga teria sido encomendada em Manaus.
Confusão e perseguição no Aeroporto Internacional Pinto Martins, envolvendo um passageiro e agentes da Polícia Federal, deixou preocupados passageiros e pessoas que trabalham no terminal de desembarque do aeroporto. O amazonense Jorge Antônio Pereira da Luz, 45, acabou preso em flagrante com 5,4 quilos de cocaína. A droga estava amarrada a cintas-ligas na cintura e nos tornozelos de Jorge Antônio, a trigésima pessoa presa no aeroporto acusada de tráfico de drogas em 2009. Ao todo foram apreendidos 136 quilos de drogas, sendo 130 quilos de cocaína e seis de skank (maconha com maior poder alucinógeno).
A confusão teve início por volta das 10h30min, logo após o desembarque dos passageiros de um voo da companhia aérea Gol procedente de Manaus (AM). Ao passar pelo portão, os agentes federais perceberam que um dos passageiros usava roupas folgadas e andava com certa dificuldade. “Os agentes pediram para que ele parasse, mas o acusado preferiu sair correndo em direção ao estacionamento”, disse o delegado José Glayston Araújo, da Delegacia de Repressão aos Entorpecentes (DRE-PF), que assegurou não terem ocorrido disparos de arma de fogo durante a perseguição policial.
No estacionamento, Jorge Antônio foi preso e ao ser revistado, os agentes federais encontraram a droga amarrada ao corpo. Na DRE-PF, o acusado disse que havia sido contratado em Manaus por um homem conhecido por Francisquinho, o qual lhe teria pago a importância de R$ 2 mil para trazer a cocaína até Fortaleza. No aeroporto, segundo o depoimento do acusado, ele seria reconhecido, pelo homem responsável pela encomenda da droga, por estar vestido com uma blusa amarela.
Ainda na PF, Jorge Antônio revelou que já respondeu a processo no Distrito Federal e em São Paulo. No primeiro por furto e, no segundo, por assalto a mão armada. Em São Paulo, ele teria passado três anos e sete meses preso e estava em liberdade há quatro anos. Ele não foi julgado ainda no segundo processo. Depois de solto, passou a morar em Manaus. Como estava desempregado acabou aceitando a proposta de transportar a cocaína.
Fonte: Jornal Opovo. 08/04/2009 http://www.opovo.com.br/opovo/fortaleza/868573.html
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