| Manifestantes querem que PF investigue a invasão |
Policiais
federais de Manaus, Amazonas, paralisaram as atividades por duas horas,
para reivindicar que a Superintendência da PF abra inquérito para
investigar a invasão à casa do presidente do sindicato da categoria,
Nelson Oliveira da Silva. A invasão ocorreu no dia 22 de janeiro,
durante uma operação das policias Civil e Militar. “Até hoje o
superintendente não solicitou a abertura de inquérito para apurar o
caso. Invadiram a minha casa e metralharam todo o interior dela. É
preciso fazer alguma coisa”, enfatizou Nelson Oliveira.
De acordo com o presidente do sindicato, o
superintendente da PF, Sérgio Fontes, se recusou a acompanhar o caso.
“Ele foi taxativo durante o hasteamento da bandeira (no primeiro dia de
fevereiro), de que não iria se meter no caso. Isso não pode ocorrer, já
que queremos uma isenção no caso. Quer dizer que se eles me matassem,
aí é que a PF iria investigar o caso?”, indagou o policial.
Uma das alegações feitas por Oliveira para que o
caso seja investigado pela PF, é para que haja isenção durante o
inquérito policial. “As testemunhas do caso podem ser coagidas durante
o transcorrer do inquérito. Queremos que o caso seja analisado de forma
imparcial. Que a PF faça o inquérito e mande para a Justiça para ser
julgado”, declarou.
Nelson Oliveira contou que não estava em casa no
momento da invasão e dos tiros. Ele disse que na residência estava
apenas sua sogra e que não disparou nenhum tiro e nem confirmou que
bandidos estariam dentro de sua casa.
O presidente da Federação Nacional dos Sindicatos
dos Policiais Federais (Fenapef), Marcos Wink, que participou da
manifestação, ressaltou que a intenção não é criar conflito entre as
polícias, mas sim que o caso seja apurado e resolvido o quanto antes.
“Vir me solidarizar com a causa e solicitar um apoio da PF, até porque
a vítima é um federal. Queremos sim, a punição dos culpados, pois isso
não pode ficar impune”, opinou.
A paralisação não afetou os serviços prestados pela
Polícia Federal. Os setores de emissão de passaporte e o plantão
estavam funcionando normalmente nas primeiras horas da manhã de ontem.
Ainda na manhã de ontem, o presidente do sindicato
dos Policiais Federais, Nelson Oliveira, e o presidente da Fenapef,
Marcos Wink estiveram na Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas
para pedir apoio dos deputados que compões a Comissão de Direitos
Humanos e Cidadania. Na ocasião pediram que a Corregedoria da
Secretaria de Segurança Pública investigue o caso e não o 10º Distrito
Integrado de Polícia, onde o inquérito tramita.
Foto: Divulgação
Reunião na Assembléia Legislativa do estado
PF acompanha inquérito
O superintendente da PF no Amazonas, Sérgio Fontes,
informou que a superintendência não vai investigar o caso, tendo em
vista que no momento da invasão, o policial não estava exercendo a
atividade policial. “Eu não cedo a pressões. A nossa corregedoria
chegou a conclusão de que não há necessidade de abertura de inquérito.
Não posso abrir um procedimento e ele ser ilegal. Ele não estava em
serviço”, disse Fontes.
De acordo com o superintendente, o presidente do
sindicato não o procurou para fazer qualquer solicitação de abertura de
inquérito para apurar o caso. E disse que ficou surpreso com a
manifestação, mas assegurou que o inquérito para averiguar o caso
ficará a cargo da Polícia Civil, das corregedorias das polícias Civil e
Militar, além do Ministério Público Estadual.
Fonte: Agência Fenapef com Amazonas em Tempo
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