| PLP que trata da aposentadoria especial vai direto para o plenário |
O
PLP 554/2010 que regulamenta o inciso II do § 4º do art. 40 da
Constituição, no que tange a concessão de aposentadoria especial a
servidores públicos que exerçam atividade de risco, de autoria do Poder
Executivo, foi apensado ao PLP 330/2006, de autoria do deputado Mendes
Ribeiro Filho (PMDB/RS). O projeto foi apensado por solicitação do
deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP) e agora segue direto para o
plenário.
O PLP 554 representa um retrocesso em relação à
atual Lei Complementar 51/85, recepcionada pela Emenda Constitucional
47, ao exigir idade mínima e quebrar a integralidade e a paridade. O
projeto determina ainda que o servidor que exerce atividade de riscos
só fará jus à aposentadoria especial, e sem direito à integralidade nem
paridade, se cumprir, cumulativamente, os seguintes requisitos: 30
anos de contribuição, sendo 25 deles de efetivo exercício em atividade
de risco; 5 anos no cargo em que se dará a aposentadoria, e 55 anos de
idade, se homem, e 50, se mulher.
TRÂMITE - Na prática o PLP 554/2010 agora seguirá
direto para o plenário onde o PL 330 está pronto para ser votado. Desta
maneira ele não passará pelas comissões de Finanças e de Seguridade
Social como estava previsto.Todo o debate acontecerá no plenário da
Câmara.
O assessor Parlamentar da Fenapef, Antônio Augusto
Queiroz, afirma que assim que for requerida a votação dos projetos em
plenário automaticamente o prazo para emendas é aberto. “Ocorre que o
projeto será debatido em plenário e depois da sustentação de três
deputados contra e três a favor a votação já pode ser requerida”, diz.
As menedas terão de ser apresentadas durante o debate.
A nova conjuntura faz com que as entidades
representativas dos servidores públicos se mobilizem para que o PL não
vá à votação tão cedo. Os líderes sindicais trabalham também pela
apresentação de emendas em plenário.
REUNIÃO – A Federação Nacional dos
Policiais Federais sediou uma reunião das entidades que representam os
servidores da segurança pública na tarde de quarta-feira. Federação
Nacional dos Policiais Rodoviários Federais, Confederação Brasileira de
Trabalhadores Policiais Civis, Associação das Mulheres Policiais,
Federação Interestadual dos Policiais Civis e Sindicato dos Policiais
Civis do DF debateram a proposta do governo e traçaram a estratégia
para uma ofensiva na Câmara dos Deputados que começa a ser coloca em
prática na próxima segunda-feira.
As entidades condenaram o texto da proposta e irão
atuar forte para garantir que o direito a integralidade e a paridade
não seja tirado dos policiais.
Fonte: Agência Fenapef
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