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      Droga virou caso de saúde pública em Pernambuco

Investigação Criminal26.09.2008
Para o psiquiatra e ex-secretário de Saúde do Recife, Evaldo Melo, a epidemia de Crack em Pernambuco é uma questão de saúde pública. Melo é dono de uma clínica de reabilitação e assegura que 80% das pessoas que procuram ajuda profissional para largar as drogas é usuária de crack.
“O crack é a droga predominante hoje, no Recife. Isso é muito preocupante porque se trata de um entorpecente de efeitos devastadores e causador de dependência”, avaliou Melo.

O processo de recuperação de um dependente de crack também é mais lento. Para a fase de internação, por exemplo, enquanto os usuários de álcool permanecem um mês, os de crack precisariam de, no mínimo, três meses para se reabilitar.



O psiquiatra José Carlos Escobar, sócio de Evaldo Melo no Instituto Raid, ressalta que, há 15 anos, 80% dos pacientes eram dependentes de álcool. Hoje, esse patamar é ocupado pelos usuários de crack. “Os dependentes dessa droga resistem muito em aceitar a internação. Isso faz com que os resultados sejam mais difíceis de serem alcançados”, explicou Escobar.

DEGRADAÇÃO
O psiquiatra ressaltou que o usuário de crack passa por um processo gradual de degradação. Para manter o vício, alguns dependentes começam a roubar dinheiro e objetos de dentro de casa e depois podem passar a assaltar.

“É um processo crescente de degradação que acaba fazendo com que a pessoa saia de casa e passe dias na rua apenas se drogando. Fazer com que essas pessoas aceitem ser internadas e recebam o tratamento adequado é sempre uma tarefa difícil”, concluiu o especialista.


                                                                                                                                               Fonte: Jornal do Commercio



 
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