O pastor Márcio Poncio e um sobrinho do bicheiro Adilsinho são alvo de buscas pela Polícia Federal na 9ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada hoje para investigar suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Poncio foi preso na 5ª etapa da ação, em julho, e está em prisão domiciliar.

O que se sabe sobre a operação
Policiais federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. As ordens foram expedidas pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Três dos quatro endereços são salas comerciais ligadas a Poncio, preso na quinta fase da Unha e Carne sob suspeita de integrar a chamada Máfia do Cigarro. O quarto imóvel pertence a Bernardo Coutinho Loyola, sobrinho do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, apontado como chefe do grupo criminoso, conforme noticiado pela TV Globo e confirmado pelo UOL. Adilsinho também foi alvo de
mandado de prisão na 5ª fase da ação, mas já estava preso desde fevereiro, após anos de buscas.
Outro lado: a reportagem entrou em contato com a defesa dos citados e aguarda retorno.
As apurações revelaram uma complexa rede patrimonial composta por imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas, a qual era controlada por integrantes do grupo investigado.
Objetivo das buscas é recolher documentos, dispositivos eletrônicos e registros contábeis, disse a corporação. A PF afirma que o material pode ajudar a esclarecer a movimentação de bens e valores atribuída à organização criminosa.
O que a PF diz ter encontrado na investigação
Esta nova etapa é fruto da análise de informações surgidas depois da 5ª fase da operação. A PF diz que dados extraídos de um celular apreendido com um dos investigados apontaram novos endereços, estruturas empresariais e ativos patrimoniais supostamente usados para administrar e ocultar recursos.
Investigadores relatam indícios de uma rede patrimonial com imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas. Segundo a PF, parte desses bens estaria registrada em nome de familiares, colaboradores e terceiros, mas
permaneceria sob controle de integrantes do grupo.
A PF também cita uso recorrente de dinheiro em espécie e movimentações sem rastreabilidade compatível. A apuração aponta ainda o emprego de empresas no Brasil e no exterior, inclusive em jurisdições de tributação favorecida, além de possível uso de entidades religiosas e holdings patrimoniais para desvincular formalmente a titularidade de bens de alto valor.
Fonte: Márcio Poncio e sobrinho de Adilsinho são alvo de buscas em operação da PF
