Relatório de inteligência financeira indica que restaurante movimentou mais de R$ 30 milhões e recebeu valores de 152 pessoas com histórico criminal; defesa do cantor diz que restaurante foi presente dele à avó e que "movimentação condiz com o tamanho do empreendimento".
A Polícia Federal (PF) identificou uma movimentação financeira superior a R$ 30 milhões, entre débitos e créditos, em um restaurante ligado ao cantor MC Ryan SP e apontou indícios do uso de um familiar como possível “laranja” na administração do negócio.
De acordo com relatório de inteligência finaneira obtido pela TV Globo, o montante registrado entre abril de 2024 e outubro de 2025 é "flagrantemente incompatível" com o porte e a atividade econômica do Bololô Restaurant & Bar.
A PF sustenta qu
e o local funcionaria como um "veículo de integração" e possível "posto de arrecadação bancarizado" para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
A PF aponta ainda que ele teria utilizado uma manobra de blindagem patrimonial para afastar seu nome de negócios sob suspeita. Logo após ser alvo de buscas e apreensões da Polícia Civil por supostos vínculos com o PCC e esquemas de rifas ilegais, o artista saiu formalmente da sociedade do restaurante. Em seu lugar, entrou sua avó materna.
Para a Polícia Federal, a substituição teria sido uma tentativa de "ocultar o beneficiário final" e "desvincular a imagem do artista" de transações suspeitas, mantendo o controle financeiro dentro do núcleo familiar.
A avó, que declara uma renda de R$ 25 mil, teve movimentações milionárias em sua conta pessoal, e funcionaria, segundo a investigação, como um "entreposto de liquidez" para o esquema.
O monitoramento bancário identificou ainda que o restaurante recebeu recursos de 152 contrapartes com histórico criminal ligado ao tráfico de drogas e organizações criminosas. Foram detectados pagamentos atípicos, entre R$ 2 mil e R$ 10 mil, valores considerados incompatíveis com o consumo de refeições.
A hipótese dos investigadores é que o restaurante servia para o recolhimento da "cebola" — como é chamada a mensalidade paga por membros de facções criminosas à organização. O dinheiro sujo seria misturado ao faturamento legítimo do comércio para conferir aparência de legalidade aos recursos.
A investigação, deflagrada na quarta-feira (15), investiga um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas estimado em R$ 1,6 bilhão (leia mais abaixo). MC Ryan SP foi um dos 33 presos na operação. Ele foi detido em uma festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista, e teve a prisão mantida pela Justiça após audiência de custódia realizada na quinta (16).
Em nota, o advgado de MC Ryan SP, Felipe Cassimiro, informou que "o Bololô Restaurant não pertence ao Ryan, se tratou de um presente dele para a avó. Quanto às movimentações, hoje o Bololô é visto como um dos principais restaurantes de São Paulo, altamente frequentado, sobretudo por muitos famosos. A movimentação condiz com o tamanho do empreendimento".
O esquema
A Polícia Federal revelou que o esquema de uma organização criminosa suspeita de lavar mais de R$ 1,6 bilhão utilizava uma estrutura complexa, com empresas, influenciadores digitais e operações financeiras sofisticadas para ocultar a origem de recursos ilícitos.
No total, foram cumpridos 33 de 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal. Os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo estão entre os presos.
Os influenciadores Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, e Chrys Dias, que tem quase 15 milhões de seguidores, também foram presos na operação, além de outros produtores de conteúdo.
Policiais cumprem mandados judiciais em São Paulo e no DF
A Polícia Federal (PF) está nas ruas cumprindo mandados judiciais dentro da 4ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga esquema de lavagem de dinheiro para o pagamento de vantagens indevidas que teriam sido destinadas a agentes públicos.
Desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira (16) os policiais federais cumprem dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados no Distrito Federal e em São Paulo.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal. De acordo com a PF, “estão sendo investigados crimes financeiros, além de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa”.
Compliance Zero
Na terceira fase da Operação Compliance Zero, em março, a PF cumpriu o mandado de prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O STF determinou também afastamento de cargos públicos de alguns investigados, além de sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões.
Fonte: Polícia Federal deflagra a 4ª fase da Operação Compliance Zero
Operação Recidiva investiga esquema que inseria vínculos empregatícios falsos para obtenção indevida de benefícios no MA e no PI
São Luís/MA. A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (8/4), a Operação Recidiva, com o objetivo de reprimir crimes contra o sistema previdenciário.
A ação foi conduzida pela PF no estado do Maranhão, com a participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), do Ministério da Previdência Social (MPS) e da Coordenação-Geral de Apuração e Cobrança Administrativa de Benefícios (CGACB/INSS).

Foram cumpridos mandados judiciais de busca e apreensão e de prisão temporária nas cidades de São Luís/MA, de Barreirinhas/MA, de Tutóia/MA e de Parnaíba/PI.
A investigação é desdobramento da Operação Transmissão Fraudulenta, deflagrada em 3/7, que apurou a atuação de um grupo criminoso composto responsável pela inserção de vínculos empregatícios inexistentes em sistema federal, com o objetivo de viabilizar a concessão fraudulenta de benefícios previdenciários.
Nesta fase, foram investigados intermediários responsáveis por cooptação, bem como suspeitos que atuariam para viabilizar a concessão dos benefícios.
De acordo com a investigação, o prejuízo decorrente da concessão de 50 benefícios já identificados é de, aproximadamente, R$ 4,6 milhões.
Ao todo, 32 policiais federais cumpriram 8 mandados de busca e apreensão e 6 de prisão temporária, expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Maranhão, com base em representação da PF. Também foram deferidas medidas cautelares de quebra dos sigilos bancário e fiscal, além do arresto de bens e do bloqueio de valores dos investigados.
Caso confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato majorado contra o INSS, de associação criminosa, de falsificação de documento público, de falsidade ideológica, de falsa identidade, de inserção de dados falsos em sistema de informações e de lavagem de capitais.
Fonte: PF faz operação contra fraudes no INSS — Polícia Federal
A Policia Federal (PF) informou nesta segunda-feira (6) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda não recebeu as imagens capturadas pelas câmeras corporais dos policiais militares que participaram da Operação Contenção , realizada, no ano passado, no Rio de Janeiro.
Em março deste ano, Moraes determinou que as polícias Militar e Civil devem enviar à PF as imagens da operação , que deixou mais de 120 mortos. A corporação será responsável pela perícia do material.

Em ofício enviado ao ministro, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, disse que a corporação está realizando a perícia do material enviado pela Polícia Civil, mas as imagens da Polícia Militar ainda não foram recebidas.
“Não foi recebido qualquer acervo audiovisual relativo às equipes da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) que atuaram na operação com efetivo significativamente maior e número substancialmente superior de dispositivos de gravação corporal”, afirmou Andrei Rodrigues.
Mais prazo
O diretor também pediu mais prazo para analisar as imagens. Segundo Andre Rodriguesi, a perícia do material da Polícia Civil levará pelo menos 90 dias. Serão analisadas cerca de 400 horas de gravações.
“Cumpre informar que equipe de 10 peritos criminais federais já se encontra mobilizada, trabalhando nos exames com caráter prioritário, no entanto não se revela tecnicamente viável o cumprimento do prazo de 15 dias fixado na decisão, à luz das condições atualmente verificadas, sendo imprescindível a concessão do prazo técnico estimado em pelo menos 90 dias”, completou.
A apuração sobre a legalidade da operação ocorre no âmbito do processo conhecido como ADPF das Favelas - Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635.
Na ação, a Corte já determinou diversas medidas para redução da letalidade durante operações em comunidades do Rio de Janeiro.
Fonte: PF diz que PM do Rio ainda não entregou imagens da Operação Contenção
A Polícia Federal (PF) realizou, nessa quarta-feira (1º), uma nova operação para investigar o suposto vazamento de informações da Receita Federal de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares. Esta é a segunda fase da Operação Exfil, realizada no dia 17 de fevereiro deste ano.
Foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e seis de busca e apreensão, autorizados pelo STF, nos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Na primeira fase, o foco foi “apurar o repasse de documentos fiscais submetidos à proteção legal e obtidos de forma criminosa mediante remuneração”, informou a PF.

Na ocasião, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Também foram determinadas medidas cautelares, como o afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes, o monitoramento por tornozeleira eletrônica e a proibição de saída do País.
Conforme informações do jornal O Globo, houve acesso irregular às informações fiscais da mulher do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci.
A investigação foi determinada por Moraes. Em janeiro deste ano, ele determinou a abertura de um procedimento para apurar se houve vazamento de dados sigilosos de ministros da Corte e de seus familiares na Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
A abertura do inquérito se deu em meio aos desdobramentos de reportagem que menciona contrato do Banco Master com o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci. Em dezembro, a coluna de Malu Gaspar revelou que, ao longo de três anos, o contrato totalizaria R$ 131,3 milhões.
Antes, o colunista Lauro Jardim havia informado que o contrato de prestação de serviço havia sido apreendido em operação da Polícia Federal.
Também em dezembro, Malu Gaspar informou que Moraes procurou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, pelo menos quatro vezes para fazer pressão em favor do Banco Master.
Ao menos três dos contatos foram por telefone, mas pelo menos uma vez Moraes se encontrou presencialmente com Galípolo para conversar sobre os problemas do banco de Daniel Vorcaro.
Esse não é o primeiro episódio recente em que o STF e a Receita divergem sobre o uso de dados fiscais envolvendo autoridades.
Em 2019, o próprio Moraes determinou a suspensão de uma série de investigações fiscais da Receita que atingiam ministros da Corte e outras autoridades, citando “indícios de desvio de finalidade” no direcionamento das apurações, e afastou temporariamente dois servidores por suspeita de quebra indevida de sigilo.
Na ocasião, o Supremo entendeu que não havia indícios suficientes de irregularidade dos contribuintes para justificar a devassa fiscal promovida pelo órgão.
A decisão de 2019 foi proferida no contexto de um inquérito mais amplo, aberto pelo então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, para apurar fake news e ameaças contra a Corte, e incluiu a determinação de paralisação das apurações que supostamente teriam acessado dados sem os devidos indícios de irregularidade. (Com informações do jornal O Globo)
Discursos exaltam papel histórico da instituição no combate ao crime organizado
Brasília/DF. A Polícia Federal realizou, nesta segunda-feira (30/3), uma solenidade comemorativa aos 82 anos da instituição. A cerimônia reuniu servidores e autoridades federais no auditório da Polícia Federal.
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, destacou a dedicação dos servidores a seu ofício. “Combater o crime organizado e defender a democracia acabam nos tornando alvos de ataques de toda sorte; alguns são covardes e vis, diretamente a colegas que estão à frente de importantes investigações. Apesar das pressões, a PF seguirá intransigente no cumprimento de seu dever constitucional. A quem interessa uma Polícia Federal forte? Certamente não é a quem compactua com o crime. Por isso, nossa atuação deve estar pautada em três eixos essenciais: autonomia, excelência e responsabilidade”, pontuou.
Para ele, o mantra central da PF é de não proteger nem perseguir quem quer que seja; "é o cumprimento dos deveres constitucionais e legais, sempre observando a garantia dos direitos fundamentais e do devido processo legal. Chegamos aos 82 anos como a instituição de maior confiança da sociedade brasileira, segundo pesquisa recente. Isso é fruto de um trabalho sério, compromissado e de resultados que vocês, servidores, entregam ao Brasil”, asseverou.

Por fim, o diretor-geral contabilizou alguns números importantes de entregas realizadas pela Polícia Federal, como a recuperação de mais de R$ 10 bilhões do crime organizado, a conclusão de 46 mil inquéritos policiais e o indiciamento de mais de 42 mil pessoas com mais de 26 mil prisões, além da realização de mais de 3 mil operações policiais, sendo 482 em áreas de fronteira.
Visões institucionais
Para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, a trajetória da Polícia Federal, ao longo de mais de oito décadas, é marcada pela excelência institucional. “A instituição tem quadros absolutamente qualificados que, para além da técnica, desenvolvem sua função com esmero todos os dias. Falar da PF é falar, também, de uma polícia que desenvolve um modelo de inteligência e de estratégia muito eficaz no enfrentamento ao crime organizado. E é um reconhecimento que não se restringe ao Brasil, mas que ocorre também internacionalmente, tanto que temos hoje um brasileiro na posição de maior destaque da INTERPOL”, disse, referindo-se a Valdecy Urquiza, brasileiro que lidera a organização desde 2025.
Na mesma linha, o secretário nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas Costa Veloso, destacou que o sentimento é de orgulho pelo que a PF fez e faz pelo povo brasileiro. “Em uma prospecção de futuro, esperamos que a instituição permaneça marcada pela excelência no combate ao crime organizado. E não há que se falar nesse enfrentamento, nessa asfixia, sem a expertise da Polícia Federal, cada vez mais nacional, que integre as outras forças, irradiando capacidade técnica”, apontou.
Também compuseram a mesa da solenidade o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias; o secretário nacional de Políticas Penais, André de Albuquerque Garcia; o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Antônio Fernando Sousa Oliveira; o presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, Ricardo Saadi; o diretor-executivo da PF, William Murad; a diretora de Gestão de Pessoas da PF, Helena de Rezende; e o diretor de Cooperação Internacional da PF, Felipe Tavares Seixas.
Homenagem e inauguração
Na pessoa do policial aposentado Renato Cavalcante Filho, que recebeu das mãos do diretor-geral uma placa em agradecimento aos serviços prestados, todos os aposentados da instituição foram homenageados pela dedicação integral à Polícia Federal.
A solenidade marcou, também, a inauguração oficial da exposição Galeria da Cooperação Internacional, espaço fruto de um trabalho conjunto desenvolvido com autoridades e com instituições policiais e de inteligência estrangeiras que promove o reconhecimento dos relevantes resultados oriundos das parcerias.
Fonte: Solenidade de 82 anos da PF reúne servidores e autoridades em Brasília — Polícia Federal
Cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos, incluindo um endereço comercial usado como base pela quadrilha
A Polícia Federal realizou uma operação para desmantelar um esquema de venda de diplomas falsificados, incluindo mestrados e doutorados. O grupo usava páginas eletrônicas fraudulentas e instituições estrangeiras sem reconhecimento para dar aparência legítima aos documentos.

Cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Distrito Federal, incluindo um endereço comercial usado como base pela quadrilha. Os suspeitos alegavam que os títulos seriam aceitos no Brasil sem revalidação.
Eles enfrentarão acusações por crimes de falsificação de documento público, uso de documento falso, estelionato, organização criminosa e exercício irregular de profissão.
Parlamentar Maria Gorete Pereira faz uso de tornozeleira eletrônica, ex-presidente de associação investigada por desvios e empresário foram presos nesta terça
A PF (Polícia Federal) deflagrou nesta terça-feira (17), em parceria com a CGU (Controladoria-Geral da União), nova fase da operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.
Ao todo, são cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão e outras medidas cautelares diversas, no estado do Ceará e no Distrito Federal.
Os mandados foram autorizados pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), e têm como objetivo esclarecer a prática de diversos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.
Os dois mandados de prisão foram cumpridos contra Cecília Rodrigues Mota, ex-presidente da Aapen (Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional) e da AAPB (Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil), e contra o empresário Natjo de Lima Pinheiro.

Segundo Mendonça, a liberdade de Cecília e Natjo compromete "de modo direto a efetividade da investigação e a confiança social na Justiça penal"
"Permitir que tais agentes permaneçam em liberdade significa manter em funcionamento uma organização criminosa que já alcançou centenas de milhares de vítimas. Sob outro prisma, há risco concreto de destruição de provas, pois os investigados têm acesso a documentos sensíveis e possuem domínio sobre empresas, arquivos e cofres", afirmou o ministro.
A deputada Maria Gorete Pereira (MDB-CE) foi alvo de medidas cautelares e, além de passar a ser monitorada com uma tornozeleira eletrônica, também está proibida de:
* manter contato, por qualquer meio, com investigados e testemunhas
* frequentar sedes de entidades associativas com as quais já tenha tido relação
* exercício de funções administrativas ou financeira junto a essas entidades
* se ausentar do município de residência, salvo se o deslocamento for para Brasília.
A parlamentar ainda deverá cumprir recolhimento domiciliar e nos dias de folga, conforme prevê o Código Processual Penal.
Segundo Mendonça, os elementos que embasaram a opoeração desta terça "indicam a existência de organização criminosa estruturada e hierarquizada, com divisão de tarefas, estabilidade e permanência, responsável por prejuízo estimado superior a centenas de milhões de reais aos cofres públicos e aos beneficiários do sistema previdenciário".
Fonte: PF deflagra nova fase contra fraudes no INSS; deputada do CE é um dos alvos | CNN Brasil
Operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes do STF (Supremo Tribunal Federal)
Segundo investigação, eles tinham uma estrutura que facilitava a logística do tráfico e da milícia
Pelo terceiro dia seguido, a Polícia Federal cumpre mandados de prisão determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de envolvimento de autoridades com o crime organizado no Rio de Janeiro.
Nesta quarta-feira (11), são cumpridos sete mandados de prisão preventiva (sem tempo determinado) e também buscas e apreensões contra um grupo formado por policiais militares do Rio suspeitos de terem sido cooptados por facções criminosas e a milícia. Em ações anteriores, na segunda (9) e na terça-feira (10), foram presos um delegado da
Polícia Federal, um ex-secretário de estado e policiais civis que teriam atuado para ajudar ou para extorquir traficantes.

A primeira fase da ação, na segunda, prendeu o delegado federal Fabrizio Romano sob suspeita no caso envolvendo o ex-deputado TH Joias, que teria ligação com o Comando
Vermelho. A defesa de Romano nega que ele tenha cometido irregularidades. Na terça, foram presos o delegado de Polícia Civil Marcus Henrique de Oliveira Alves e os policiais civis Franklin Jose de Oliveira Alves e Leandro Moutinho de Deus. A reportagem não teve acesso à defesa dos três.
A operação desta quarta acontece nas cidades do Rio de Janeiro —em Taquara, Freguesia, Campo Grande e Santa Cruz—, Nova Iguaçu (RJ) e Nilópolis (RJ). Moraes determinou que os investigados sejam afastados da suas funções públicas e a quebra de sigilo de dados dos equipamentos eletrônicos apreendidos com eles. De acordo com a PF, os PMs alvos da operação "se utilizavam das prerrogativas da farda e da função pública para atuar em benefício do crime organizado".
"A investigação evidenciou uma estrutura voltada não apenas à facilitação logística para o tráfico e milícias, mas também à blindagem de criminosos e à ocultação do proveito
econômico ilícito", afirma a polícia.
A investigação apura suspeitas dos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e ativa e lavagem de dinheiro. O material pode dar subsídio a novas investigações
relacionadas à operação.
Fonte: PF prende sete PMs suspeitos de atuarem para tráfico no RJ - 11/03/2026 - Cotidiano - Folha
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