A ação resultou na prisão temporária de um homem, investigado por participação em crimes de abuso sexual infantojuvenil
Angra dos Reis/RJ. Nesta quinta-feira (12/2), a Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Classificação de Risco, que apura a prática de crimes relacionados ao abuso sexual de crianças e adolescentes em Angra dos Reis.

Na ação de hoje, policiais federais cumpriram um mandado de prisão temporária contra um homem investigado por participação nos crimes de compartilhamento de cenas contendo abuso sexual infantojuvenil e também por indícios de aliciamento de crianças para fins sexuais.
A operaçãoteve início a partir de monitoramentos realizados no ambiente virtual, que identificaram indícios de armazenamento e de compartilhamento de arquivos contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil. Com o avanço das diligências, foi possível localizar o primeiro investigado, tendo sido decretada sua prisão temporária na fase inicial da operação.
Durante a análise pericial dos dispositivos eletrônicos apreendidos, foram identificadas interações relevantes com terceiros, o que levou à deflagração da segunda fase da operação. Na ocasião, outro homem foi preso temporariamente, diante de indícios de participação no compartilhamento de material ilícito e possível envolvimento em condutas relacionadas ao aliciamento de crianças para fins sexuais.
Além da prisão, também foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, um em Angra dos Reis e outro no distrito de Conceição do Jacareí, em Mangaratiba/RJ. As diligências visam à coleta de equipamentos eletrônicos que serão submetidos à perícia técnica, a fim de identificar a extensão do envolvimento dos investigados, as eventuais vítimas e os possíveis outros participantes.
A operação contou com o cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão e de 41 medidas cautelares diversas da prisão, em Santa Catarina
Jaguarão/RS. A Polícia Federal, em ação conjunta com a Receita Federal, deflagrou, nesta terça-feira (10/2), a Operação Carga Dividida, com o objetivo de combater crimes de descaminho, de contrabando, de lavagem de dinheiro e de organização criminosa. O grupo atuava na fronteira do Brasil com o Uruguai, introduzindo bebidas alcoólicas no país de forma irregular.

A operação contou com o cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão e de 41 medidas cautelares diversas da prisão, em Santa Catarina, além do bloqueio de valores de até R$ 31 milhões em contas bancárias dos investigados e do sequestro de R$ 9 milhões em veículos e imóveis.
As medidas judiciais foram cumpridas nos seguintes municípios: Tubarão (1), Içara (1), Itajaí (1), Criciúma (7), Sombrio (4), Passo de Torres (1), Balneário Gaivota (1), Balneário Rincão (1) e Jaguaruna (4).
De acordo com as investigações, o grupo utilizava falsas excursões de turismo para transportar bebidas e outros produtos adquiridos em free shops. As mercadorias eram introduzidas ilegalmente no Brasil mediante a utilização das cotas dos passageiros. As viagens partiam de Criciúma/SC com destino a cidades fronteiriças, especialmente Jaguarão/RS.
Os investigados estão proibidos de deixar o território nacional e deverão entregar seus passaportes à Polícia Federal.
Ação visa desarticular organização criminosa responsável por logística de tráfico internacional de drogas pelo litoral maranhense
São Luís/MA. A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira, 9/2, a Operação Rota Marítima, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada por atuar no tráfico internacional de entorpecentes a partir do litoral maranhense.

As investigações apontaram a existência de um grupo estruturado e com divisão de tarefas, responsável pela logística de recebimento, de ocultação, de transporte e de envio de carregamentos de drogas ao exterior, mediante rotas marítimas.
Na ação, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal no Maranhão.
Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas, de associação para o tráfico e de organização criminosa.
Fonte: PF deflagra Operação Rota Marítima contra o tráfico de drogas — Polícia Federal
A Polícia Federal (PF) abriu um novo inquérito para investigar Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A nova apuração foi aberta após a PF encontrar indícios de que Vorcaro e outra pessoa adquiriram ações do Banco de Brasília (BRB) supostamente de forma ilícita e acima do limite permitido para um mesmo grupo. A suspeita é que a compra e a titularidade das ações não tenham se dado de forma transparente.

A PF já investiga a compra do Master pelo BRB em um inquérito que deu origem à primeira fase da operação Compliance Zero, em novembro de 2025. Essa primeira apuração mira possível fraude na compra, com o repasse de carteiras podres ao BRB pelo banco de Vorcaro.
Já o segundo inquérito relacionado ao BRB vai apurar possível gestão fraudulenta e manipulação de mercado. O Master ainda é alvo de outro inquérito sobre o uso de fundos por Vorcaro, parentes e sócios para desviar dinheiro do banco. Todos os casos são relatados pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli.
Fonte: PF abre inquérito para apurar compra de ações do BRB por Vorcaro
Material apreendido em operação tem menções a autoridades com foro especial, segundo investigadores
Caso pode ser desmembrado, com inquérito remetido à 1ª instância e abertura de novas apurações sobre políticos
As investigações da Polícia Federal envolvendo o Banco Master chegaram a elementos que apontam para o envolvimento de políticos com foro especial. Apurações sobre essas autoridades terão de correr no STF (Supremo ribunal Federal). Provas coletadas pela PF na primeira fase da operação Compliance Zero, que teve como alvo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, contêm referências a lideranças partidárias e altas autoridades, segundo relatos feitos Folha, sob anonimato, por investigadores do caso.

Eles afirmam que foram feitos "vários achados" com menções a essas figuras. Quando Vorcaro foi preso, a PF quebrou sigilos, apreendeu documentos e acessou o telefone celular do banqueiro. As referências aos políticos, na avaliação de investigadores, não têm relação direta com o inquérito sobre a fabricação de carteiras fraudulentas de crédito consignado pelo Master e a negociação de venda para o BRB (Banco de Brasília). Essas fraudes sustentaram a decisão da Justiça Federal em Brasília que autorizou a primeira fase da operação da PF, em 18 de novembro do ano passado, mesmo dia em que o Master foi liquidado.
Vorcaro ganhou notoriedade em Brasília por ter construído uma rede de aliados políticos e por organizar encontros em uma mansão na capital. As conhecidas relações do banqueiro provocam tensão entre autoridades desde que o
dono do Master foi alvo da PF. Alguns políticos temem que sejam desvendadas suas relações pessoais e financeiras com Vorcaro. As conexões do banqueiro são consideradas tão amplas que provocaram a leitura de que uma investigação profunda seria comparável à operação Lava Jato, que provocou abalos em diversos partidos e levou a uma série de tentativas de abafar as apurações.
A verificação desses indícios será agora aprofundada pelos investigadores para determinar se houve participação de autoridades no esquema de fraudes de Vorcaro. Eles se somarão aos dados já coletados na segunda fase da operação, que teve como alvo o uso de fundos de investimentos administrados pela gestora Reag para desvio de recursos captados pelo Master com a venda de CDBs (Certificados de Depósitos
Bancários).
A segunda fase da Compliance Zero, realizada em janeiro, ocorreu já por ordem do ministro do STF, Dias Toffoli, que assumiu o caso após provocação da defesa de Vorcaro, que alegou ter sido encontrada uma referência ao deputado João Bacelar (PLBA), que tem foro especial. A referência a Bacelar, no entanto, não é o alvo das apurações da PF neste novo momento. O material encontrado na operação cita outros políticos, incluindo nomes do
Congresso.
Fonte: PF encontrou indícios sobre políticos no caso Master - 30/01/2026 - Economia - Folha
Investigação aponta fraudes em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde. Seis prefeituras do RN estão na mira da PF. Outros alvos foram o vice-prefeito de Mossoró, Leandro do Rego Lima (União), e o prefeito de Paraú, Júnior Evaristo (PP) .
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), uma operação para desarticular um esquema criminoso de desvio de recursos públicos e fraudes em processos de licitação de saúde no Rio Grande do Norte (RN).
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), está entre os alvos da operação. Ele nega qualquer irregularidade em sua conduta. (leia mais e assista ao vídeo abaixo)
Além de Allyson, também foram alvo de mandados de busca da PF o vice-prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros, o prefeito de São Miguel, Leandro do Rego Lima (União), o Prefeito de Paraú, Júnior Evaristo (PP) e a chefe de gabinete de José da Penha, que é irmã do prefeito. A casa do irmão do prefeito de São Miguel também foi alvo de busca.
Ao todo, a PF cumpre 35 mandados de busca e apreensão no estado. Os mandados foram cumpridos nas cidades de Mossoró, Natal, Paraú, São Miguel, Upanema, Serra do Mel, Pau dos Ferros e José da Penha.

Segundo as investigações, há indícios de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde, envolvendo empresas sediadas no Rio Grande do Norte que atuavam junto a administrações municipais de diversos estados.
A operação tem como base auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU). Documentos do órgão apontam que há falhas na execução contratual. Inclusive, indícios de compra de materiais que não foram entregues, fornecimento inadequado de insumos e sobrepreço dos produtos.
Os investigados poderão responder por crimes relacionados a desvios de recursos públicos e fraudes em contratações administrativas.
Dinheiro foi apreendido na casa de um dos sócios de uma empresa investigada. A Polícia Federal, não divulgou o valor até a última atualização desta reportagem.
A Justiça determinou medidas cautelares diversas contra os empresários, inclusive pagamento de fiança e implementação de tornozeleira eletrônica relativos a sócios e funcionários das empresas investigadas.
Um dos sócios, um empresário de Serra do Mel, foi conduzido em flagrante para a Polícia Civil por posse ilegal de arma de fogo
Em nota, a defesa de Allyson Bezerra disse não há nada que vincule pessoalmente o prefeito aos fatos investigados. Os advogados ainda afirmaram que ele colaborou com as autoridades e que acredita que a apuração "demonstrará a correção de sua conduta".
Fonte: Prefeito de Mossoró é alvo de operação da PF por desvios na saúde | G1
Investigação apura aplicação financeira irregular de autarquia do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro/RJ. A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (23/1), a operação Barco de Papel, com o objetivo de apurar a suspeita de operações financeiras irregulares que expuseram o patrimônio de autarquia responsável pela gestão das aposentadorias e pensões dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro a risco elevado e incompatível com sua finalidade.
Policiais f
ederais cumprem quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro/RJ. As ordens judiciais foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
A investigação, iniciada em novembro de 2025, visa apurar um conjunto de nove operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões de recursos pertencentes à autarquia em Letras Financeiras emitidas por banco privado.
O trabalho investigativo contou com o apoio da Secretaria de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência Social (SPREV/MPS), que elaborou o Relatório de Auditoria Fiscal que deu impulso à apuração.
Estão sendo apurados crimes contra o sistema financeiro nacional, como gestão fraudulenta, desvio de recursos, induzir em erro repartição pública e fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva.
Operação apura esquema com emendas parlamentares. Reportagem percorreu três estados e encontrou cidades sem asfalto, construtoras que enganaram a população e trabalhadores que levaram calote.
A Operação Overclean, investigação da Polícia Federal que apura o desvio de verbas de emendas parlamentares chegou à 9ª fase na última segunda-feira (12). O alvo foi o deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), o quarto parlamentar investigado na operação.
Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão por ordem do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), em imóveis e endereços ligados ao deputado em Brasília e na Bahia. O STF também determinou o bloqueio de R$ 24 milhões de contas ligadas a investigados.
O Fantástico percorreu mais de 2.500 km em três estados do Nordeste para descobrir o destino das emendas. A reportagem encontrou obras fantasmas, construtoras que enganaram a população e trabalhadores que levaram calote.
A PF conseguiu rastrear o envio de milhões de reais em emendas de Mendonça Júnior para ao menos três municípios da Bahia. Em Boquira, foram R$ 4 milhões. Em Ibipitanga, quase R$ 13 milhões. E em Paratinga, pouco mais de R$ 8 milhões.
Em junho de 2025, policiais apreenderam documentos e o celular de Marcelo Gomes, assessor do deputado. O material, obtido pelo Fantástico, inclui várias conversas de Marcelo com o empresário Evandro Baldino.
Uma das conversas trata de pagamentos aos prefeitos das três cidades que receberam emendas de Mendonça Júnior: Beto, de Ibipitanga, Marcel, de Paratinga, e Alan, de Boquira. Os três eram prefeitos dos municípios que receberam os valores das emendas.

Em uma das mensagens, a pergunta: "Vai ser PIX ou papel?"
Evandro responde: "Ibipitanga é PIX. Paratinga é PIX. Estou tentando falar aqui com o Alan pra ver como vai ser o dele". No dia seguinte, ele envia a mensagem "Alan, Boquira, 40 mil" e pergunta se Marcelo conseguiu fazer a transferência.
Em outras mensagens, os dois comemoram o recebimento do dinheiro. "Ibipitanga tá cheio de platita", escreveu Marcelo. "Tu conferiu se la platita caiu?", disse Evandro.
O deputado federal Félix Mendonça Júnior disse que jamais negociou a execução de emendas parlamentares e nunca indicou ou intermediou a contratação de empresas para realizar obras em municípios.
O parlamentar afirmou que vem colaborando com as investigações da Polícia Federal e que espera o esclarecimento dos fatos de forma célere.
A reportagem não conseguiu localizar as defesas de Marcelo Gomes e Evandro Baldino.
Asfalto fantasma na Bahia
O Fantástico acompanha a Operação Overclean desde a primeira fase, em dezembro de 2024. Na época, o programa esteve em Campo Formoso, na Bahia, e mostrou a espera pelo asfaltamento de uma estrada. Um ano depois, o asfalto ainda não chegou.
Parte do dinheiro para o asfalto fantasma veio de uma emenda de 2021 dentro do orçamento secreto, que não identifica o autor do repasse.
Fonte: 'Obras fantasmas' com dinheiro do orçamento secreto: PF investiga desvio de verbas no Nordeste | G1
Homem foi flagrado no Aeroporto de Foz do Iguaçu transportando cerca de 129 ampolas
A Polícia Federal prendeu em flagrante, na tarde desta sexta-feira, 16, um passageiro que tentava embarcar para Maceió transportando medicamentos importados de forma irregular no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, no Paraná.

Durante fiscalização de rotina, os agentes abordaram um brasileiro que tinha como destino a capital alagoana. Na vistoria da bagagem, foram encontradas aproximadamente 129 ampolas de medicamentos sem a documentação exigida para importação e transporte no país.
Diante da irregularidade, o passageiro recebeu voz de prisão e foi conduzido à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante.
Segundo a PF, o homem poderá responder por crime relacionado à importação e comercialização irregular de medicamentos, conforme prevê a legislação brasileira.
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