Suposto esquema em licitações que teria desviado R$ 5 milhões envolve ex-integrante da Administração Cettolin
A Polícia Federal trabalha para concluir entre setembro e outubro deste ano as investigações da Operação Lamaçal, que apura um suposto esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro envolvendo contratos firmados pela Prefeitura de Lajeado e que envolve uma empresa de Garibaldi, que supostamente atuaria como laranja da empresa Arki. O prejuízo estimado aos cofres públicos pode chegar a R$ 5 milhões.
A informação foi confirmada pelo delegado da Polícia Federal Marconi Silva, responsável pela investigação. Segundo ele, o material apreendido nas duas fases da operação tanto em Garibaldi, quanto nas outras cidades, continua sendo analisado por equipes da Polícia Federal, etapa considerada decisiva para o encerramento do inquérito. A expectativa é de que a análise técnica seja finalizada entre agosto e setembro, permitindo a conclusão formal das investigações ainda no segundo semestre.
Entre os principais alvos da operação estão o ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo (União Brasil), e a empresária Lorena Mercalli, ligada às empresas Arki Serviços e Plati Serviços. Ambos chegaram a ser presos durante a segunda fase da operação, mas foram liberados dias depois. A Polícia Federal sustenta que as investigações apontam indícios de direcionamento de licitações e favorecimento empresarial em contratos públicos.
Embora o foco principal da investigação esteja em Lajeado, a Operação Lamaçal também teve desdobramentos em Garibaldi. Durante as duas fases da operação, agentes da Polícia Federal cumpriram mandados de busca e apreensão no município, onde um ex-secretário municipal que atuou na administração Cettolin chegou a ser preso. As diligências ocorreram em endereços ligados a empresas investigadas e a pessoas que teriam mantido relações profissionais com o grupo econômico alvo da apuração.
Conforme a polícia, ex-integrantes do governo do ex-prefeito Antônio Cettolin (MDB) passaram a ser investigados por possíveis vínculos no esquema de corrupção. Um dos ex-secretários teria deixado a administração municipal para atuar junto a uma das empresas investigadas, enquanto familiar de outro ex-secretário apareceu nas investigações por supostas ligações societárias que estão sendo apuradas pelas autoridades.
Ainda conforme o delegado Marconi Silva, os elementos reunidos até agora indicam a existência de um possível conluio entre agentes públicos e empresas privadas para direcionar processos licitatórios. A investigação aponta indícios de utilização de orçamentos fictícios, cláusulas restritivas em editais e contratação de empresas sem a observância da proposta mais vantajosa para a administração pública. O inquérito teve origem na análise de contratos custeados com recursos federais do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS). Com o avanço das investigações, a PF identificou outros contratos sob suspeita, todos ligados ao mesmo grupo econômico investigado.
Ao final da investigação, os envolvidos poderão responder por crimes como fraude em licitação, contratação direta ilegal, peculato, corrupção ativa e passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A expectativa agora é pela conclusão do relatório final da Polícia Federal, documento que servirá de base para eventuais denúncias do Ministério Público Federal e para o avanço do caso na esfera judicial.
Com a reta final da Operação Lamaçal se aproximando, cresce a expectativa sobre o alcance das conclusões da PF e sobre quem poderá ser formalmente responsabilizado em um dos maiores casos de investigação envolvendo recursos públicos na região nos últimos anos. A opinião pública também está indignada e estarrecida, pois este desvio de recursos do possível esquema teria sido feito durante a enchente que assolou o Estado, um dos piores momentos vividos por famílias que perderam absolutamente tudo com as águas.
Fonte: Polícia Federal está perto de concluir a Operação Lamaçal | Polícia | Portal Adesso
Mandados foram cumpridos nesta terça-feira (16), em Senhor do Bonfim e região. Investigação começou após destruição de 90 mil pés de maconha encontrados às margens da BR-407, entre os municípios de Ponto Novo e Filadélfia.
Seis pessoas foram presas nesta terça-feira (16) durante a Operação Farol da Caatinga, deflagrada pela Polícia Federal para combater o tráfico de drogas, nas cidades de Senhor do Bonfim e Juazeiro, no norte da Bahia.

Ao todo, a Justiça expediu cinco mandados de prisão preventiva, dos quais quatro foram cumpridos. Além disso, duas pessoas foram presas em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
Também foram executados seis mandados de busca e apreensão: quatro em Senhor do Bonfim, um em Juazeiro e um em Belém do São Francisco, no sertão pernambucano.
Segundo a Polícia Federal, a investigação teve início em 2025, após a erradicação de um plantio de maconha às margens da BR-407, entre os municípios de Ponto Novo e Filadélfia, no norte baiano. Na ocasião, cerca de 90 mil pés da droga foram destruídos.
Durante a ação que deu origem às investigações, os policiais apreenderam aparelhos celulares, anotações e entorpecentes, além de prender em flagrante um suspeito de tráfico de drogas.
A partir da análise do material recolhido, a PF identificou outros envolvidos no esquema criminoso, incluindo pessoas apontadas como financiadores e responsáveis pelo gerenciamento de plantios ilícitos na região.
Com base nos elementos reunidos durante a apuração, a Justiça da Bahia autorizou as prisões preventivas dos investigados.
Durante o cumprimento dos mandados desta terça-feira, os agentes apreenderam armas de fogo, drogas, dinheiro e veículos. A Operação Farol da Caatinga contou com o apoio da Polícia Militar da Bahia e da Polícia Militar de Pernambuco.
Fonte: Seis pessoas são presas em operação da PF contra o tráfico de drogas | G1
Ex-banqueiro novamente apresentou informações consideradas insuficientes e deve ser informado nesta terça (9) de que sua colaboração não será aceita Procurada, defesa não respondeu
A PF (Polícia Federal) vai recusar a nova proposta de delação premiada apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro na semana passada. O anúncio deve ser feito nesta semana, provavelmente ainda nesta terça (9), diretamente aos advogados do dono do Banco Master

Será a segunda recusa dos termos de colaboração propostos por ele em menos de um mês. Em maio, a PF considerou que a primeira proposta apresentada pelo ex-banqueiro não trazia elementos novos para a investigação e deixava de fora fatos que os investigadores já conheciam.
Os argumentos agora se repetem: nesta segunda tentativa, Vorcaro até teria detalhado situações envolvendo políticos e autoridades, sem, no entanto, apresentar novidades em relação ao que já foi descoberto, e sem apontar crimes cometidos por parceiros.
De acordo com autoridades ouvidas pela coluna, a impressão é a de que o ex-banqueiro está apenas tentando ganhar tempo na esperança de que o STF (Supremo Tribunal Federal) sinalize que pode afrouxar as medidas tomadas contra ele e seus familiares. Nesta semana, a Corte deve retomar o julgamento que decidirá se o pai de Vorcaro, Henrique Moura Vorcaro, seguirá preso.
A nova rejeição à delação não significa que as portas da PF estão totalmente fechadas para o dono do Banco Master. De acordo com a lei, ele pode sempre voltar às autoridades com uma nova proposta de colaboração.
Na prática, porém, "ficar nesse vai e vem", de acordo com um integrante da PF, em nada deve melhorar a situação em que o ex-banqueiro se encontra. A PGR (Procuradoria-Geral da República) também estaria insatisfeita com os novos termos de colaboração apresentados por Vorcaro, mas tem adotado uma postura diferente, de não recusar oficialmente a delação e seguir negociando na tentativa de que ela melhore. Procurada, a defesa de Vorcaro não respondeu à coluna.
Fonte: PF vai recusar nova delação de Daniel Vorcaro - 09/06/2026 - Mônica Bergamo - Folha
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira, dia 8 de junho, a Operação Gemini, que mira uma organização suspeita de negociar decisões judiciais e lavar dinheiro. Entre as ações do dia, os agentes federais cumpriram um mandado de busca e apreensão em uma sala comercial localizada na zona sul de São José do Rio Preto. O foco principal da investigação é um suposto esquema criminoso ligado diretamente ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso.

Toda a mobilização foi coordenada pela Superintendência Regional da Polícia Federal em Mato Grosso. A ofensiva marca uma nova etapa no aprofundamento das investigações para sufocar a atuação de pessoas que trabalhavam intermediando a compra de sentenças e ocultando a origem do dinheiro obtido de forma ilegal. Além da busca realizada no escritório em Rio Preto, os policiais foram às ruas para cumprir mandados de busca em residências, revistas pessoais e ordens judiciais de quebra dos sigilos bancário, fiscal e de mensagens dos suspeitos.
De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Federal, o inquérito detalha a existência de uma estrutura montada especificamente para transformar decisões da Justiça em mercadoria, usando técnicas financeiras para fazer o dinheiro ilícito parecer legal. Conforme o nível de participação que for comprovado no decorrer das investigações, os envolvidos poderão responder judicialmente pelos crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa — que é quando alguém usa a influência do cargo público para defender interesses privados — e lavagem de capitais.
Até o final da manhã, a Polícia Federal optou por manter o sigilo sobre a identidade dos investigados e não divulgou a lista de materiais, documentos ou equipamentos eletrônicos que foram recolhidos durante a vistoria na sala comercial em Rio Preto. O material apreendido será enviado para análise pericial para ajudar a rastrear os caminhos do dinheiro e identificar outros possíveis participantes do esquema.
Quadrilha investigada por desvios de recursos públicos, corrupção e fraudes licitatórias em contratos com prefeitura do Recife é alvo de operação da PF
Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos em três cidades: Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho. Não houve prisões nesta terça-feira (2).
Uma quadrilha investigada por corrupção de servidores públicos, desvios de recursos públicos e fraudes licitatórias em contratos firmados com a
prefeitura do Recife foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) na manhã desta terça-feira (2). Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Recife, no Cabo de Santo Agostinho e em Jaboatão dos Guararapes.
Segundo a PF, as investigações da Operação Check-in começaram neste ano após a apreensão de canhotos de cheques no âmbito de outra operação, denominada Firenze, apontar "pagamento de vantagem indevida a agente público do alto escalão da prefeitura do Recife por parte de uma empresa contratada pelo município". O nome e o cargo dele não foram divulgados.
Ainda de acordo com a PF:
* os desvios aconteceram em contratos de terceirização de mão de obra em 2020;
* a empresa investigada recebeu R$ 25,8 milhões da Prefeitura do Recife no referido ano;
* desse total, aproximadamente R$ 17 milhões foram custeados com recursos federais;
* a empresa investigada já mantinha relação contratual com a prefeitura "em exercícios anteriores ao de 2020, o que levanta a possibilidade de o prejuízo ao erário ser ainda mais robusto";
* nenhum integrante da quadrilha ter sido preso, mas os suspeitos podem responder por corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa, fraude em licitação ou contrato e lavagem de capitais.
O g1 perguntou à Polícia Federal o que foi apreendido na Operação Check-in, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.
Fonte: PF investiga desvios e fraudes em contratos com a prefeitura do Recife | G1
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União realizam hoje uma nova fase da operação Sem Desconto, que investiga descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS.
Pessoas ligadas a três entidades são alvos de medidas expedidas pelo STF (Supremo Tribunal Federal). As entidades investigadas nesta fase são: Amar/Masterprev, Abapen e Unibap. Ao todo, são cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, oito cautelares de monitoramento eletrônico e outras medidas constritivas em Pernambuco, São Paulo, Paraíba e no Distrito Federal.

"A ação desta data tem como finalidade aprofundar as investigações que visam esclarecer a prática de diversos crimes contra a administração pública, tais como constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial", diz a PF.
Novo delegado
Essa é a primeira fase da Sem Desconto após a troca do delegado responsável pela coordenação do caso. A mudança gerou mal-estar com o gabinete do ministro do STF André Mendonça, relator do caso.
Como mostrou a colunista do UOL Carla Araújo, Mendonça tem monitorado possível pressão sobre investigadores do caso devido a uma das frentes da operação mirar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. Iniciada em 2025, a operação Sem Desconto avança nos últimos meses em negociações de acordo de colaboração premiada.
Fonte: PF mira três entidades em nova fase de operação sobre fraudes no INSS
Agentes saíram para cumprir 10 mandados de busca e apreensão no RJ e no DF, expedido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O ex-governador Cláudio Castro (PL) é alvo, nesta terça-feira (26), da 8ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investiga crimes financeiros envolvendo o Banco Master.
Nesta etapa, a PF apura aportes de R$ 3 bilhões de recursos públicos do Rio de Janeiro para o conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro, em diferentes ocasiões. O dinheiro, segundo a investigação, partiu do Rioprevidência, fundo que gere os benefícios de 235 mil aposentados e pensionistas do estado.

Agentes saíram para cumprir 10 mandados de busca e apreensão no RJ e no DF, expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Um desses mandados foi cumprido na casa de Castro, na cobertura de um prédio na Península, um condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.
O advogado Carlo Luchione, que faz a defesa de Cláudio Castro, informou que o ex-governador acompanhava as buscas “com serenidade”.
É a 2ª vez, em menos de 15 dias, que a PF bate na porta de Castro. Em 15 de maio, agentes cumpriram na casa dele um mandado de busca na Operação Sem Refino, contra supostas fraudes fiscais na Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos.
Barco de Papel
A investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel, deflagrada em janeiro, que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência no Master — foram R$ 970 milhões, entre outubro de 2023 e julho de 2024.
Em decorrência dessa operação, Deivis Marcon Antunes, presidente do fundo à época da Barco de Papel, foi preso no início de fevereiro, em uma ação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal no Sul Fluminense. Àquela ocasião, ele já tinha sido exonerado.
Agentes voltaram à casa de Deivis nesta terça, em Botafogo, na Zona Sul.
A PF informou que a fase desta terça mira outras aplicações, de R$ 2,01 bilhões, a partir de julho de 2024, em fundos de investimentos do mesmo banco, “totalizando cerca de R$ 3 bilhões transferidos do Rioprevidência”.
CPI na Alerj
No início do mês, o deputado estadual Flávio Serafini, do PSOL, anunciou que havia obtido assinaturas necessárias para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) a fim de investigar os investimentos do RJ no Master. A CPI ainda não foi instalada.
De acordo com os dados apresentados na Alerj, o Rioprevidência investiu quase R$ 1 bilhão diretamente no Banco Master. Além disso, o fundo de previdência estadual também aplicou cerca de R$ 1,6 bilhão em fundos administrados pela instituição financeira.
Parte desses investimentos, segundo os parlamentares, foi feita mesmo após alertas do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), que chegou a proibir novos aportes do Rioprevidência no banco.
Segundo Serafini, a Cedae também realizou investimentos no Banco Master. Os valores somam R$ 200 milhões.
Fonte: Cláudio Castro é alvo da PF por aportes no Banco Master | G1
Batizada de Operação Kingdom, ação foi realizada em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU) e teve como alvo cinco municípios do Cariri.
Uma operação da Polícia Federal (PF) foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (21) com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos federais, corrupção e lavagem de dinheiro. Batizada de Operação Kingdom, ação foi realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e teve como alvo cinco municípios do Cariri.
Segundo
a Polícia Federal, foram cumpridos 34 mandados de busca e apreensão nas cidades de Juazeiro do Norte, Jardim, Barbalha, Aurora e Porteiras, além do município de Sobral.
A Justiça determinou o afastamento cautelar de dois agentes políticos de Jardim, em decisão autorizada pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, fraude à licitação, corrupção, lavagem de dinheiro, peculato e falsidade ideológica, entre outros delitos ainda investigados.
Investigação da PF
De acordo com as investigações, cinco empresas são suspeitas de integrar o esquema, com núcleo de atuação no município de Jardim. As empresas apresentam indícios de fachada, vínculos familiares e uso de terceiros para direcionar contratos públicos e ocultar recursos desviados.
A PF também identificou indícios de licitações direcionadas para favorecer empresas previamente escolhidas. Uma das investigadas teria movimentado cerca de R$ 290 milhões, com suspeitas de lavagem de dinheiro e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.
As cinco empresas mantiveram contratos com mais de 30 municípios do Ceará, Pernambuco e Piauí. Juntas, teriam recebido mais de R$ 15 milhões em recursos públicos federais, além de aproximadamente R$ 32 milhões de órgãos públicos.
Fonte: Operação da PF investiga organização criminosa no Cariri
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