Ação ocorreu no bairro Chácara da Saudade; suspeito foi flagrado com fotos e vídeos ilegais no computador; equipamentos foram apreendidos para perícia.
Um homem de 39 anos foi preso em flagrante na manhã desta quinta-feira (8) durante a Operação Harpia II, deflagrada pela Polícia Federal em Paraty (RJ). A ação ocorreu no bairro Chácara da Saudade.
Segundo a Polícia Federal, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão no imóvel do investigado e localizaram fotos e vídeos contendo cenas de violência sexual contra crianças e adolescentes armazenados em equipamentos eletrônicos.
Ainda de acordo com a PF, os dispositivos apreendidos foram encaminhados para perícia técnica criminal, que irá analisar o conteúdo e auxiliar no avanço das investigações.
O suspeito foi
conduzido para a Delegacia da Polícia Federal de Angra dos Reis (RJ), onde o caso foi registrado, e será encaminhado ao sistema prisional do estado. Ele vai responder pelo crime de armazenamento de mídias que contêm cenas de abuso sexual infantojuvenil.
A Operação Harpia II tem como objetivo combater crimes de exploração sexual infantojuvenil e a repressão a crimes cometidos no ambiente virtual.
A Polícia Federal reforça que crimes deste tipo causam danos profundos e permanentes às vítimas e destaca a importância da denúncia para identificar autores e interromper ciclos de violência contra crianças e adolescentes.
Como denunciar casos de abuso?
Em caso de suspeita de abuso ou exploração sexual de alguma criança, ou adolescente, é possível pedir ajuda pelos seguintes canais:
Disque 100: canal 24 horas, gratuito e anônimo para denunciar violência contra crianças e adolescentes;
Polícia Miliar - 190: quando a criança está correndo risco imediato;
Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e à polícia;
Ligue 180: voltado à violência contra mulheres, também recebe casos que envolvam crianças;
Delegacias especializadas: unidades que atendem crimes contra crianças e adolescentes;
Conselho Tutelar: atua na proteção e na investigação de casos de violência.
Fonte: PF prende homem por armazenar material de abuso sexual infantil | G1
Brasília, 07/01/2026 – A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que encontrou menções a um dos filhos do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em três diferentes conjuntos de informações colhidas ao longo da investigação sobre desvios de aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Procurada, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, disse que ele nunca teve relação com o INSS e classificou as referências como “ilações”.
Procurado, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que atuou anteriormente na defesa de Lulinha, afirmou que ele está “absolutamente tranquilo e acostumado com esse tipo de ilação”. “Ele reitera que não tem relação direta ou indireta com o INSS. Isso é mais uma vilania, mais uma tentativa de desgastar o governo”, disse.

A PF disse que investiga se Fábio Luís Lula da Silva poderia ter atuado como “sócio oculto” do empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, em negócios com o governo federal. Procurada, a defesa de Antônio Camilo afirmou que não ia se manifestar sobre os trechos porque não teve acesso à íntegra da extração do telefone celular dele até o momento nem teve resposta do STF a pedidos feitos sobre averbação de bens e liberação de valores para pagamentos de dívidas trabalhistas. A defesa de Lulinha afirmou que ele nunca foi sócio do Careca do INSS.
Na representação enviada ao ministro do STF André Mendonça, os investigadores ressalvam que o filho do presidente foi mencionado em conversas de terceiros, mas até agora não foi encontrado nenhum elemento que indique sua participação direta nos fatos sob investigação.
A hipótese apurada pela PF é se Fábio Luís manteve uma sociedade oculta com o Careca do INSS por meio de uma amiga em comum entre eles, a empresária Roberta Luchsinger, que foi alvo de busca e apreensão na última fase da Operação Sem Desconto, deflagrada em dezembro. Luchsinger firmou um contrato de consultoria com o Careca do INSS para ajudá-lo na prospecção de negócios com o governo federal e recebeu R$ 1,5 milhão do empresário.
Em nota, a defesa de Luchsinger afirmou que ela foi procurada por Antônio Camilo para atuar na regulação do setor de empresas de canabidiol e que os negócios “se mantiveram apenas em tratativas iniciais e não chegaram a prosperar”. “Nenhum contrato público foi jamais celebrado e nem mesmo negociado”, disse em nota. A defesa afirmou ainda que a empresária “possui relação pessoal com Fábio Luís e sua família há vários anos e não é a primeira vez que surgem ataques a Roberta ou a Fábio, fruto de sua amizade”.
A PF citou que Lulinha “poderia atuar como sócio oculto” do Careca do INSS, por intermédio de Roberta. “A fim de dar transparência à investigação para todos os atores da persecução penal, a partir da relação estabelecida entre ANTÔNIO CAMILO e ROBERTA LUCHSINGER, vislumbra-se a possibilidade de vínculo indireto entre ANTÔNIO CAMILO e terceiro que, em tese, poderia atuar como sócio oculto, por intermédio da mencionada ROBERTA, que funcionaria como elo entre ambos. Tal pessoa pode ser FÁBIO LULA DA SILVA”, escreveu a PF.
Em sua representação, a PF disse que os fatos serão verificados com o objetivo de cumprir sua missão constitucional “livre de interferências externas ou narrativas políticas”. Essas informações sobre o filho do presidente serão analisadas a partir do material apreendido nessa última fase da operação.
“Cumpre destacar que, até o presente momento, não há indícios de que FÁBIO LULA esteja diretamente envolvido nas condutas relativas aos descontos associativos fraudulentos. No meio político é comum que indivíduos afirmem deter proximidade ou influência junto a terceiros com o objetivo de obter vantagens diversas. Em investigações policiais, tais afirmações devem ser analisadas com cautela e submetidas a verificação rigorosa, a fim de evitar conclusões precipitadas”, diz a representação.
Após dizer que as menções serão analisadas com cautela, a PF afirmou que “adotará todas as providências necessárias” para apurar a verdade dos fatos.
“Nesse cenário, as referências colhidas até o momento apontam para menções realizadas por terceiros e vínculos indiretos, que sugerem a possível participação de FÁBIO LULA em movimentações destinadas a fomentar projetos empresariais de ANTÔNIO CAMILO. Eventualmente confirmadas as citações e hipóteses criminais levantadas, e uma vez deferidas e cumpridas as medidas cautelares propostas neste representação, a Polícia Federal adotará todas as providências necessárias ao fiel cumprimento de sua missão constitucional: entregar a verdade dos fatos aos legitimados da persecução penal, livre de interferências externas ou narrativas políticas.”
O Careca do INSS está preso pela Polícia Federal desde setembro do ano passado, sob suspeita de liderar um esquema milionário de descontos indevidos nas aposentadorias do INSS mantido mediante pagamentos de propina a agentes públicos. Na última fase, também foi preso seu filho, Romeu Antunes.
Antes da revelação desses detalhes da investigação sobre Lulinha, a CPI do INSS votou um requerimento de convocação do filho do presidente, mas foi rejeitado por pressão da base governista. Após a última fase da operação da PF, um novo requerimento foi apresentado e deve ser colocado em discussão na volta do recesso, no início de fevereiro.
Questionado anteriormente sobre o assunto, o presidente Lula chegou a dizer que “se tiver filho meu envolvido nisso, ele será investigado”.
Depoimento e viagens em conjunto
A Polícia Federal apresentou detalhes ao STF sobre as menções ao filho de Lula. Uma delas foi um depoimento prestado pelo empresário Edson Claro, ex-sócio do Careca do INSS em uma empresa de cannabis medicinal.
“Apresentam-se a seguir as fontes e elementos que mencionam o nacional Fábio Lula da Silva, organizados de forma a sistematizar e contextualizar adequadamente as referências, esclarecendo o ambiente em que surgem. A primeira menção relevante consta no depoimento de Edson Claro, prestado em 29 de outubro”, diz a PF.
Claro afirmou à PF ter ouvido do Careca do INSS que Roberta Luchsinger seria responsável por realizar o lobby desse assunto com o Ministério da Saúde e que Fábio Luís também seria sócio do empreendimento. O teor do relato havia sido divulgado em dezembro pelo Poder 360. O Estadão teve acesso aos trechos do depoimento, que fazem parte da investigação.
“Antônio afirmou diversas vezes que ‘Fábio Lula’ era seu sócio nesse projeto, e que participou de cerca de três reuniões sobre o tema (…). Antônio comentou ter enviado dinheiro a Fábio Lula, mencionando um valor aproximado de 25 milhões, sem especificar se em reais, euros ou dólares, e que tais recursos seriam provenientes da comercialização de kits de dengue. Antônio também teria dito ter antecipado valores a Fábio, inclusive pagamentos mensais de cerca de R$ 300 mil, referidos como uma espécie de ‘mesada'”, diz o termo de depoimento de Edson Claro.
Essa suposta mesada de R$ 300 mil coincide com os repasses mensais do Careca do INSS para a empresa de Roberta Luchsinger, confirmados pela PF na quebra do sigilo bancário.
O outro indício encontrado foram viagens de avião feitas em conjunto por Fábio Luís e Roberta. “Foram identificadas passagens emitidas sob o mesmo localizador (código de identificação da reserva), o que indica a aquisição conjunta dos bilhetes e reforça o vínculo existente entre ambos”, diz a PF.
Dentre essas viagens, houve vários deslocamentos de São Paulo a Brasília ao longo do ano de 2025, período em que Roberta realizava as tratativas com o Careca do INSS. A investigação ainda não obteve informações sobre quem pagou as passagens aéreas. Fábio Luís e Roberta também viajaram, com o mesmo localizador, de São Paulo a Lisboa em junho de 2024. Esse destino chamou a atenção dos investigadores porque o Careca do INSS tentava também implantar negócios de cannabis medicinal em Portugal.
Preocupação com o nome de filho de Lula
O terceiro conjunto de referências sobre o filho de Lula foi extraído nos diálogos do Careca do INSS e de Roberta Luchsinger. Em uma das conversas, o Careca do INSS pede a um funcionário seu a realização do pagamento mensal de R$ 300 mil para a empresa de Roberta e diz que seria referente ao “filho do rapaz”.
Chamou a atenção da PF, nesses diálogos, a preocupação demonstrada por Roberta na revelação do vínculo dela com Fábio Luís. Em um dos trechos, o Careca do INSS conta ter sido procurado por um jornalista lhe questionando sobre a relação com Lulinha. “Mas é mais do mesmo. Vão tentar jogar o Fábio dentro disso”, comentou Roberta. Em seguida, ela combinou com o Careca do INSS para não se manifestarem sobre o assunto.
A PF afirma que o diálogo demonstra uma preocupação sobre o nome do filho de Lula. “Do contexto da conversa, depreende-se, de forma objetiva, que ROBERTA demonstra preocupação com a possibilidade de a imprensa associar o nome de FÁBIO LULA DA SILVA a ANTÔNIO em razão dos negócios envolvendo a empresa WORLD CANNABIS. Em resposta, ANTÔNIO procura tranquilizá-la, afirmando que seu aparelho telefônico não havia sido apreendido, indicando que, em sua avaliação, somente tal dispositivo conteria elementos capazes de confirmar a suspeita levantada pelo repórter”, diz a representação policial.
Em mais um trecho de diálogo, Roberta avisa a Antônio Camilo que a PF havia apreendido “um envelope com o nome do nosso amigo” na busca e apreensão. Esse envelope teria ingressos para um show. Anotações encontradas pela PF sobre ingressos para um camarote do Careca do INSS no estádio Mané Garrincha, em Brasília, tinham o nome do filho de Lula.
Quantia foi localizada em abordagem realizada no contexto de operação integrada na região de fronteira
Guajará-Mirim/RO. A Polícia Federal, em ação conjunta com a Polícia Militar de Rondônia, apreendeu R$ 60 mil em espécie e um aparelho telefônico durante fiscalização realizada no último sábado (3/1), na BR-364.

A abordagem ocorreu durante ação preventiva e ostensiva, quando policiais militares interceptaram um táxi que seguia em direção à região de fronteira de Brasiléia/AC. Durante a verificação, foi constatado que um dos ocupantes transportava expressivo valor em dinheiro oculto em suas vestes, sem apresentar comprovação lícita da origem ou da destinação dos recursos.
Diante da situação, o valor e o aparelho celular foram apreendidos para análise. A apuração prossegue com o objetivo de esclarecer a origem e o possível emprego ilícito do dinheiro.
A ação integra a Operação Madeira Mamoré, que reúne esforços da Polícia Federal, Polícia Militar de Rondônia, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional, voltada à repressão integrada de crimes transnacionais e transfronteiriços no noroeste do estado de Rondônia.
A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã de hoje no Rio de Janeiro o desembargador federal Macário Júdice Neto, por suspeita de vazamento da operação que prendeu o deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias. O deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar (União Brasil), afastado da presidência da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) após ter sido preso no início do mês, foi alvo de buscas da PF, uma semana após ter deixado a prisão. Um assessor do parlamentar também foi alvo, segundo apurou a coluna.
A ação é a segunda fase da Operação Unha e Carne, a mesma que prendeu Bacellar no dia 3 de dezembro — ele foi liberado no dia 9, após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes confirmar a decisão dos deputados estaduais fluminense pela soltura.

A investigação
O desembargador Júdice Neto era o relator da ação contra o deputado TH Joias, e a suspeita é que ele vazou a realização da operação contra o parlamentar. Segundo a PF, a nova operação investiga a atuação de agentes públicos no vazamento de informações sigilosas que culminou com a obstrução da investigação realizada no âmbito da Operação Zargun, deflagrada em setembro.
Além da prisão do magistrado, são cumpridos dez mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. "A ação se insere no contexto da decisão do STF no âmbito do julgamento da ADPF 635/RJ (ADPF das Favelas) que, dentre outras providências, determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos", diz a PF.
A investigação sobre TH Joias mira a relação entre agentes públicos e a integrantes do crime organizado no Rio de Janeiro.
Operação Zargun
Deflagrada em setembro, a operação Zargun teve como principal alvo o deputado TH Joias. Ele foi preso por tráfico e associação ao Comando Vermelho, acusado de usar seu mandato para beneficiar a facção criminosa. De acordo com o Ministério Público, ele nomeou comparsas para cargos na Alerj e atuou diretamente como intermediário na compra e venda de drogas, armas de fogo e aparelhos antidrones que seriam usados pelo tráfico, além de ter realizado pagamentos a integrantes do CV.
A Operação Zargun também mirou outros funcionários públicos com atuação no Rio, incluindo um delegado, policiais militares e o ex-secretário estadual e municipal do Rio
Alessandro Pitombeira Carracena.
Nenhum dos itens possuía documentação fiscal que comprovasse sua procedência legal
A Polícia Federal (PF) realizou, na noite desta quarta-feira (10), a apreensão de vários dispositivos eletrônicos no Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza. O material estava na bagagem de uma passageira que havia desembarcado de um voo vindo de Foz do Iguaçu. Durante a inspeção, os agentes encontraram 11 aparelhos celulares, 5 fones de ouvido sem fio e 20 caixas vazias de smartphones.

Nenhum dos itens possuía documentação fiscal que comprovasse sua procedência legal. Diante da irregularidade, a mulher foi conduzida à Superintendência da Polícia Federal no Ceará, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis. Segundo a PF, a passageira poderá responder pelo crime de descaminho, que envolve a entrada ou circulação de mercadorias no território nacional sem o recolhimento dos impostos devidos.
A operação faz parte das ações permanentes de fiscalização realizadas pela PF em aeroportos de todo o país, voltadas para a identificação de produtos irregulares, prevenção ao contrabando e outras práticas ilícitas que afetam a economia e a segurança pública.
Fonte: PF apreende carga de eletrônicos sem nota no Aeroporto de Fortaleza - CN7
A Polícia Federal de Santa Catarina apreendeu 613 kg de cocaína em um bunker localizado no galpão de uma empresa de exportação de ligas metálicas em Blumenau. A operação, com o apoio da Polícia Militar e voltada à repressão ao tráfico internacional de drogas, ocorreu na terça-feira (2) e foi divulgada nesta quinta (4) pela polícia.

Dois homens foram presos, um em flagrante e outro por mandado judicial. A droga foi localizada no subsolo da empresa com a ajuda de cão farejador. Foi preciso usar maquinário para desobstruir a entrada do local.
Carros, embarcações, joias e documentos foram apreendidos na casa de um dos suspeitos de tráfico de drogas, na Lagoa da Conceição, em Florianópolis. Segundo a investigação, a empresa pode ter sido usada como fachada para um esquema de remessa de cocaína para a Europa. A suspeita é que a sede era utilizada para preparo e armazenamento da droga antes do transporte internacional.
Para a Polícia Federal, a empresa faz parte de uma estrutura criminosa com liderança de estrangeiros e apoio logístico de brasileiros. Entre os investigados há britânicos procurados internacionalmente, com histórico relacionado ao tráfico de drogas na Inglaterra.
Fonte: Polícia Federal encontra 613 kg de cocaína em bunker em SC - 05/12/2025 - Cotidiano - Folha
Mensagens eletrônicas foram direcionadas a universidades federais, incluindo uma instituição localizada em Barreiras, no oeste da Bahia.
Um homem suspeito de enviar mensagens eletrônicas com ameaças e apologia ao nazismo foi alvo de uma operação da Polícia Federal, em Belo Horizonte, nesta quinta-feira (4).

Segundo a PF, as mensagens foram direcionadas a universidades federais, incluindo uma instituição localizada em Barreiras, no oeste da Bahia.
Os e-mails foram enviados por contas criadas exclusivamente para essa finalidade, acessadas por meio de VPN (rede privada virtual), com o intuito de dificultar a identificação do suspeito.
Por meio de diligências e análise de registros de conexão à internet, os investigadores identificaram o principal suspeito.
Durante a Operação Valquíria, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte, expedidos pelo Juízo da Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Barreiras.
As investigações seguem para completa elucidação dos fatos e responsabilização do suspeito, que poderá ser condenado a penas superiores a doze anos de reclusão.
Fonte: Homem suspeito de enviar e-mails com ameaças é alvo de operação | G1
Além do Pará, mandados foram cumpridos em São Paulo e no Ceará. A Investigação aponta mais de 7 mil reativações irregulares realizadas pela organização.
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (2), a "Operação Túnel Virtual" para desarticular uma organização criminosa suspeita de fraudar a Previdência Social no Pará. As ordens judiciais foram expedidas pela 3ª Vara Federal Criminal de Belém.

Ao todo, 13 mandados de busca e apreensão e 7 de prisão preventiva estão sendo cumpridos no Pará, e também nos estados de São Paulo e Ceará.
Segundo as investigações, o grupo realizava reativações irregulares de benefícios por meio de acessos remotos aos sistemas do INSS, causando um prejuízo estimado em R$ 143 milhões.
De acordo com a PF, os criminosos instalavam dispositivos eletrônicos clandestinos dentro de agências do INSS para acessar a rede interna da instituição. Para conseguir as credenciais, o grupo utilizava programas maliciosos ou aliciava servidores, oferecendo pagamentos altos em troca de senhas institucionais.
As investigações já identificaram 7.017 reativações fraudulentas. A operação é realizada pela Polícia Federal em parceria com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP/MPS) e integra ações de combate a fraudes estruturadas que afetam diretamente os recursos da seguridade social.
Fonte: PF apura desvio de R$ 143 milhões do INSS no Pará e em dois estados | G1
A Polícia Federal apreendeu um jatinho e carros de luxo na operação Slim, que investiga uma rede nacional de venda clandestina de tirzepatida manipulada. A tirzepatida é o princípio ativo do Mounjaro, remédio contra diabetes utilizado para controle de sobrepeso e obesidade. A ação foi deflagrada nesta quinta-feira com o apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O jatinho, segundo apurou a coluna, foi apreendido pela PF e tem relação como a Unikka Pharma, principal alvo da operação. Também foram apreendidas uma Ferrari e uma Land Rover Defender.

Em seu site, a Unikka se apresenta como "uma empresa farmacêutica especializada em medicamentos injetáveis, fundada em 2022, com a missão de revolucionar o mercado nacional". A Unikka é a principal envolvida em uma rede "dedicada à produção, fracionamento e comercialização clandestina do princípio ativo tirzepatida", segundo a PF.
A operação Slim cumpre mandados de busca em cidades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco.
São alvos clínicas, laboratórios, estabelecimentos comerciais e residências ligadas aos investigados, de acordo com a PF "A investigação identificou que o grupo mantinha estrutura de fabricação em condições incompatíveis com padrões sanitários, realizando envase, rotulagem e distribuição do produto de forma irregular. Foram encontrados indícios de produção em série em escala industrial, prática não permitida no âmbito da manipulação magistral autorizada pela legislação vigente", diz a PF em nota.
Segundo a investigação, o medicamento era comercializado em plataformas digitais, sem qualquer tipo de controle de qualidade. "Além disso, estratégias de marketing digital induziam o público a acreditar, de maneira equivocada, que a produção rotineira da tirzepatida seria permitida", diz a PF.
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