A Polícia Federal deflagrou hoje a oitava fase da Operação Overclean, que investiga desvio de emendas parlamentares.
O que aconteceu
Operação cumpre cinco mandados de busca e apreensão de sequestro de valores obtidos de forma ilícita. As ordens são cumpridas nas cidades de Brasília (DF), São Paulo (SP), Palmas (TO) e Gurupi (TO).

Luiz França, advogado e secretário nacional do Podemos, é um dos alvos da ação. O partido ainda não retornou o contato do UOL, mas o espaço segue aberto.
Polícia cumpre mandados contra servidores de Tocantins e Goiás. São eles: Éder Martins Fernandes, ex-secretário executivo de Educação do Estado do Tocantins; Claudinei Aparecido Quaresemin, ex-secretário extraordinário de Parcerias e Investimentos do Estado do Tocantins; e Itallo Moreira de Almeida, ex-diretor administrativo da Secretaria Municipal de Educação de Goiânia.
Os alvos de buscas têm relação com um núcleo que atuava em Tocantins. As investigações apontam que Alex Parente, um dos empresários investigados na Overclean, tinha conseguido contratos em Tocantins e pagava propina a servidores vinculados à Secretaria de Educação estadual.
Fonte: PF faz nova fase de operação em Brasília, SP e TO contra desvio de emendas
Prefeitura de Camocim divulgou uma nota de esclarecimento informando que não autoriza nem compactua com o uso irregular de armas por agentes da Guarda Civil Municipal.
A Polícia Federal realizou uma operação de fiscalização na manhã desta quarta-feira (29) por uso irregular de armas por Agentes da Guarda Civil Municipal em Camocim. Duas armas foram apreendidas e ninguém foi preso.

A Prefeitura de Camocim divulgou uma nota de esclarecimento informando que não autoriza nem compactua com o uso irregular de armas por agentes da Guarda Civil Municipal.
No comunicado, o município pontuou que em 2020 a Secretaria Municipal de Segurança, Trânsito e Defesa Civil expediu as Normas Gerais de Ações (NGA), um documento que proíbe expressamente o uso de armamento pelos guardas municipais.
Fonte: PF apreende armas da Guarda Municipal de Camocim por uso irregular
Agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão em Lagoa Santa, na Grande BH, nesta quarta-feira (15).
A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (15) a Operação Resgate, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado a um grupo já condenado por fraudes milionárias contra o sistema tributário nacional. Pela manhã, agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão em Lagoa Santa, na Grande BH.
Segundo a PF, a ação é um desdobramento da Operação Inflamável, deflagrada em 2023. Na época, as investigações demonstraram que a organização criminosa fraudou os sistemas da Receita Federal e causou um prejuízo de R$ 348 milhões aos cofres públicos (veja detalhes abaixo).

Ainda conforme a instituição, a atuação dos órgãos de controle evitou que o valor desviado chegasse a mais de R$ 3 bilhões. Os envolvidos foram condenados por estelionato consumado, tentativa de estelionato e participação em organização criminosa. Somadas, as penas ultrapassam 26 anos de prisão.
A Operação Resgate foi realizada em conjunto com o Ministério Público Federal e a Receita Federal. De acordo com a polícia, o objetivo foi localizar e confiscar bens adquiridos com o dinheiro ilícito, como imóveis de luxo, carros de alto padrão e ativos empresariais.
A Justiça Federal também determinou o bloqueio de contas bancárias e registros patrimoniais dos investigados.
Como funcionava o esquema
Segundo a delegada Marcia Paulino Franco Versieux, chefe substituta em exercício do Setor de Inteligência da PF em MG, as investigações revelaram um esquema fraudulento de créditos tributários fictícios. O golpe funcionava da seguinte forma:
Fonte: PF combate esquema milionário de fraudes fiscais no sistema da Receita Federal
Os três servidores já identificados trabalhavam com ministros e estão entre os principais investigados da operação. A desconfiança da PF é de esse número seja maior. "O conjunto de diligências realizadas permitiu identificar, em tese, que o esquema não se restringia aos servidores Daimler, Márcio e Rodrigo Falcão e nem ao núcleo Andreson/Zampieri, mas integrava estrutura organizada voltada à manipulação de decisões judiciais, reproduzindo padrões típicos de atuação de organizações criminosas", afirma o relatório da PF obtido pela Folha.
O trecho se refere ao lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, pivô das investigações, ao advogado Roberto Zampieri, que atuaria com ele, e aos servidores Daimler Alberto de Campos, que foi chefe de gabinete da ministra Isabel Gallotti; Márcio José Toledo Pinto, que trabalhou para a ministra e para outros integrantes da corte e foi exonerado após sindicância do STJ; e a Rodrigo Falcão, que foi chefe de gabinete de Og Fernandes.
No documento, são apontados indícios de que outras pessoas compartilharam informações internas com Andreson. Essas suspeitas foram apontadas, sobretudo, em processos que estavam sob a relatoria de Gallotti. A PF aponta que interlocutores de Andreson demonstravam pleno conhecimento sobre a tramitação interna do gabinete da ministra, "antecipando informações a respeito de pautas e movimentações processuais antes mesmo de sua divulgação oficial".
Fonte: PF suspeita de mais servidores do STJ e cita elo criminoso - 14/10/2025 - Poder - Folha
Ações de fiscalização resultaram em prisões por tráfico internacional de drogas e captura de procurados pela Justiça
Guarulhos/SP. A Polícia Federal, em uma série de ações no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos entre os dias 9 e 12 de outubro, prendeu cinco pessoas por tráfico internacional de drogas, capturou quatro foragidos da Justiça e apreendeu 117 kg de entorpecentes, além de dois passaportes.

Quatro homens procurados pelas Justiças dos estados de São Paulo e Santa Catarina foram presos no controle migratório. Dois dos mandados eram referentes aos crimes de estelionato e homicídio. Os detidos foram encaminhados aos respectivos presídios.
Durante as fiscalizações de passageiros e documentos de viagem, realizadas entre os dias 10 e 11, foi apreendido um passaporte brasileiro em cumprimento à decisão judicial. Na mesma ocasião, uma mulher de nacionalidade georgiana, que embarcaria para o Canadá, foi detida ao apresentar um passaporte ucraniano falso em nome de terceiros. A ação contou com troca de informações com o Centro Especializado de Combate ao Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes (CTT) da Ameripol e alertas dos sistemas da PF.
Entre os dias 10 e 12 de outubro, cinco pessoas foram presas em flagrante por tráfico internacional de drogas em ações distintas. Um passageiro da Guiné-Bissau foi flagrado com 8 kg de cocaína ocultos em embalagens para camisas sociais. No domingo (12), com o apoio de cães farejadores nas esteiras de bagagem de um voo vindo da África do Sul, policiais federais prenderam dois homens e uma mulher, todos sul-africanos, com 96 kg de skunk e 6 kg de haxixe. Ainda no mesmo dia, uma passageira brasileira que embarcaria para Joanesburgo foi presa com mais de 7 kg de cocaína escondidos em embalagens de fronhas.
Entre os principais alvos desta quinta-feira estão Milton Baptista, presidente do Sindinapi, que tem Frei Chico como vice, além de nomes de Amar Brasil, ANDAPP e Masterprev
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (9) uma nova fase da Operação Sem Desconto, com 66 mandados de busca e apreensão, voltada ao desmantelamento de um novo núcleo do esquema nacional de descontos associativos ilegais sobre aposentadorias e pensões.

As entidades na mira da PF nesta fase são o Sindnapi (que tem como vice-presidente o irmão do presidente Lula, Frei Chico), a Amar Brasil Clube de Benefício, a Masterprev e a ANDAP. O caso está sob sigilo, mas a piauí apurou que entre os principais alvos estão Felipe Macedo Gomes, da Amar Brasil, Anderson Cordeiro, da Masterprev, e Américo Monte, da ANDAP. Segundo os investigadores, eles movimentaram recursos desviados de associações de aposentados e usaram suas próprias empresas para ocultar o dinheiro.
Também são alvos da busca e apreensão Milton Baptista, presidente do Sindinapi, e Leonardo Cerquinho Monteiro, ligado à entidade. Baptista (que também é conhecido como Milton Cavalo) presta depoimento na CPMI do INSS nesta quinta-feira (09), mas obteve decisão ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, para permanecer em silêncio. Em nota, o Sindinapi manifestou “surpresa com o cumprimento de mandados de busca e apreensão” e disse que “comprovará a lisura e legalidade de sua atuação”.
“Diferentemente de outros intimados que vieram aqui e ficaram quietos, o senhor Milton veio aqui preparado com um caderno de respostas, para poder responder toda e qualquer pergunta. Ocorre que, como todo mundo aqui já deve saber, ele foi alvo às 6h30 da manhã da nova fase da Operação Sem Desconto. Ele estava aqui, já presente. Como não tinha ninguém em sua casa, ela foi arrombada. Ele não tem condição psicológica de falar”, disse o advogado de Baptista, Bruno Borragine, na CPMI.
São novos personagens no inquérito da PF com papéis parecidos ao do “Careca do INSS”, o empresário e lobista Antonio Camilo Antunes, operador de outras entidades. Um dos suspeitos de operar desvios de milhões de aposentados, Felipe Macedo Gomes é ex-presidente da Amar Brasil e deu entrada no INSS, em 2022, no pedido para formalizar o acordo de cooperação técnica (ACT) que permitiu os descontos indevidos sobre benefícios previdenciários. A entidade movimentou 143 milhões de reais entre 2022 e 2024 e, segundo as autoridades, 96,9% dos aposentados afirmaram não ter autorizado os débitos.
A Amar Brasil, a ANDAP, a Masterprev e a AASAP faturaram 700 milhões de reais com descontos indevidos, segundo investigações em andamento. Reportagem do site Metrópoles mostrou que dirigentes das quatro associações — Macedo, da Amar Brasil, Américo Monte, da ANDAP, Anderson Cordeiro, da Masterprev, e Igor Delecrode, da AASAP — ostentavam carros esportivos, imóveis em Alphaville, na região metropolitana de São Paulo, e patrocinavam eventos religiosos. Num culto evangélico, Macedo chegou a celebrar o crescimento de suas atividades empresariais como “mão de Deus”, relacionado ao pagamento de dízimo, que ele passou a fazer após se converter. O detalhe é que a fortuna jorrou no mesmo período em que sua associação fechava o contrato com o INSS.
Macedo doou 60 mil reais à campanha de Onyx Lorenzoni (PL-RS), ex-ministro da Previdência de Jair Bolsonaro e candidato derrotado ao governo do Rio Grande do Sul nas eleições de 2022. A Polícia Federal, porém, não o trata como alvo, e Onyx nega qualquer relação com o esquema.
Há indícios de que Macedo funcionava como testa de ferro de terceiros ainda não identificados, disse à piauí uma fonte com acesso às investigações. A PF apura, ainda, se Macedo, Monte e Cordeiro atuavam como intermediários de organizações criminosas ainda maiores.
Segundo a piauí apurou, a investigação deverá, numa próxima etapa, apurar indícios de que os empresários Felipe Macedo Gomes, Américo Monte e Anderson Cordeiro mantinham relação com empresas como o BK Bank, instituição já investigada na Operação Spare, da Receita Federal. A Operação Spare apontou o BK Bank como elo de um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas utilizado pelo PCC no setor de combustíveis e moteis em São Paulo.
Informações preliminares indicam que parte do dinheiro desviado das associações pode ter sido reciclada por meio da mesma estrutura financeira – hipótese que, se confirmada, poderia conectar o escândalo do INSS a grupos tradicionais de lavagem de dinheiro. Essa hipótese investigativa ainda é preliminar e poderá ser aprofundada após o cumprimento dos mandados de busca e apreensão.
“Nossos clientes estão e sempre estiveram à disposição das autoridades, inclusive já tendo peticionado nesse sentido, sendo a medida desnecessária”, disse o advogado Rogério Cury, que representante de Felipe, Américo e Anderson.
Fonte: Operação da PF faz busca contra presidente do sindicato de irmão de Lula - revista piauí
Ação resultou na prisão de agente público de Marituba/PA. Valores desviados são estimados em aproximadamente R$ 200 milhões.
Belém/PA. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (9/10), a segunda fase da Operação Expertise, destinada a aprofundar as apurações sobre fraudes em licitações, desvios de recursos públicos da saúde e da educação, corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito de órgãos estaduais e municipais do Pará, com apoio técnico da Controladoria-Geral da União (CGU).

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, além de outras medidas cautelares deferidas pela Justiça Federal, tais como afastamentos cautelares, bloqueio/sequestro de bens e quebras de sigilo. Todo o material colhido será encaminhado para análise pericial e processual.
No curso das apurações, a Polícia Federal identificou um dos investigados entregando valores em espécie a um agente público dentro de órgão da administração, fato que reforça o esquema de corrupção já mapeado e envolve alvo alcançado na primeira fase da operação. As investigações também apontam indícios de direcionamento de licitações, adesões irregulares a atas de registro de preços e execução simulada de contratos públicos, com saques em espécie realizados logo após os repasses financeiros — inclusive em compromissos das áreas de saúde e educação.
Os valores desviados são estimados em aproximadamente R$ 200 milhões.
Fonte: PF, com apoio da CGU, deflagra segunda fase da Operação Expertise no Pará — Polícia Federal
Cerca de 900 policiais federais e civis estão nas ruas para fazer buscas e prisões de suspeitos. Até a última atualização desta reportagem, 55 pessoas foram presas em flagrante, 2 adolescentes apreendidos e 3 vítimas resgatadas.
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (8) uma operação nacional para identificar e prender criminosos envolvidos em crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes cometidos, principalmente, pela internet.

Forças de segurança cumprem 182 mandados de busca e apreensão em todos os estados brasileiros.
Até a última atualização desta reportagem, 55 pessoas foram presas em flagrante, dois adolescentes apreendidos e três vítimas foram resgatadas.
"Operação na semana que comemoramos o Dia das Crianças. A Polícia Federal tem a ferramenta Rapina, usada para identificar compartilhamento de material de abuso", explicou o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.
Os resgates foram realizados em São Paulo, Amazonas e Santa Catarina, segundo apurou a TV Globo.
Se tratam de casos em que os agentes de segurança identificam situações de abuso em andamento no endereço em que o mandado está sendo cumprido.
Ou seja, a pessoa não apenas compartilhava conteúdo criminoso, mas também produzia material de abuso com a criança ou adolescente com quem convive.
"O foco da operação foi identificar abusadores e tirar crianças de situação de abuso. Crianças resgatadas serão levadas à rede de proteção, terão atendimento e proteção integral", declarou Valdemar Latance Neto, coordenador-geral de Combate a Fraudes Cibernéticas da PF.
Coordenada pela PF, a operação integra os esforços nacionais de combate aos crimes cibernéticos que violam a dignidade sexual de crianças e adolescentes.
Os mandados estão sendo cumpridos em ação conjunta com as Polícias Civis de 16 estados brasileiros.
Entenda a operação em detalhes:
São 138 mandados de busca e apreensão cumpridos por policiais federais e 44 cumpridos por policiais civis nos estados.
Cerca de 900 policiais, ao todo, participam da operação, uma das maiores de combate a esse tipo de crime.
Fonte: PF faz megaoperação de combate ao abuso sexual de crianças e adolescentes em todo o país
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