A CPMI do INSS ainda não recebeu o conteúdo da quebra do sigilo bancário, telemático e fiscal do executivo Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Isso porque a Polícia Federal está fazendo uma triagem no material, separando apenas o que diz respeito a operações de crédito consignado, que são objeto de apuração do colegiado. De acordo com o presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), a medida foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que autorizou o compartilhamento de provas no último dia 20.
Agora, a previsão é a de que os parlamentares tenham acesso às provas coletadas pela PF dentro de uma semana. O banqueiro é peça-chave de um esquema bilionário de fraude e a revelação do conteúdo do seu celular é acompanhada com apreensão tanto por integrantes do próprio STF quanto entre parlamentares que temem ser arrastados para o centro do escândalo.
“Tô mantendo
contato com ele [Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal] direto. Cobrei, ele me disse ‘Olha, senador, é só terminar a separação do que é realmente de empréstimo consignado’, que aí vêm pra nós os arquivos. Por determinação do ministro André, ficou limitado à questão do consignado”, disse Viana.
A menos de oito meses das próximas eleições, a CPMI se tornou um dos principais focos de embate no Congresso entre o governo Lula e a oposição. Na última quinta-feira (26), o Palácio do Planalto sofreu um revés ao ser confrontado com a aprovação de uma lista de de 87 requerimentos, entre eles a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula. A quebra já havia sido decretada no mês passado pelo próprio Mendonça a pedido da PF, conforme revelou o Poder360.
“O [material do sigilo] do Vorcaro eu vou deixar tudo liberado. Eu ia deixar numa sala cofre, minha preocupação era o uso das informações particulares dele. Mas como virão somente as informações dos consignados, vou deixar liberado [o acesso] para os parlamentares”, acrescentou o presidente da CPMI.
Fonte: Master: PF faz triagem em celular de Vorcaro antes de enviar material à CPI do INSS
Desvios em licitações e lavagem de capitais são apurados na Operação Lamaçal
Santa Cruz do Sul/RS. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (26/2), a segunda fase da Operação Lamaçal. O objetivo é apurar o possível desvio de recursos públicos federais do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) repassados à administração municipal de Lajeado/RS, em razão das enchentes ocorridas no mês de maio de 2024.
A primeira fase da operação foi deflagrada no mês de novembro de 2025, e a análise parcial do material apreendido corroborou a hipótese de direcionamento das licitações. As investigações identificaram irregularidades em três licitações da Prefeitura de Lajeado envolvendo empresas de um mesmo grupo econômico, contratadas para prestar serviços de assistência social. Há indícios de que as escolhas não observaram a proposta mais vantajosa e de que os valores pagos estavam acima dos preços de mercado.

A operação contou com 20 mandados de busca e apreensão e 2 mandados de prisão temporária expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, além do sequestro de veículos e do bloqueio de ativos.
As diligências aconteceram nos seguintes municípios do Rio Grande do Sul: Lajeado, Muçum, Encantado, Garibaldi, Salvador do Sul, Fazenda Vilanova, Novo Hamburgo e Porto Alegre.
Foi decretado, ainda, o afastamento cautelar de cargo público ocupado por dois investigados, além da prisão temporária de outros dois. Também foram apreendidos três veículos, aparelhos eletrônicos e documentos relacionados ao caso.
Os investigados poderão responder pelos crimes de desvio, ou aplicação indevidamente, de rendas ou de verba pública; de contratação direta ilegal, de fraude em licitação ou em contrato, de corrupção passiva, de corrupção ativa, de associação criminosa, de lavagem de dinheiro, dentre outros.
PF cumpre 42 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal
A Polícia Federal realiza nesta quarta-feira uma operação contra desvio de emendas parlamentares. O ex-senador Fernando Bezerra e seus filhos, o deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE) e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) estão entre os alvos.
Intitulada de Operação Vassalos, a ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os policiais estão cumprindo 42 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal.
Em nota, o advogado André Callegari, que representa Fernando Bezerra Coelho e Fernando Filho, afirmou que não teve acesso à decisão do ministro do STF Flávio Dino. "Os mandados vieram desacompanhados dos motivos que ensejaram as medidas cautelares. A defesa já solicitou acesso aos autos, para que, assim, possa se manifestar no processo", diz o texto.
Fernando Bezerra Coelho foi ministro da Integração Nacional no governo Dilma Rousseff e líder do governo Jair Bolsonaro no Senado. Fernando Coelho Filho foi ministro de Minas e Energia no governo Michel Temer.
Conforme a PF, "a investigação aponta para existência de uma organização composta por agentes públicos e privados suspeita de desviar recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, por meio do direcionamento de licitações para empresa vinculada ao grupo, com posterior utilização dos valores desviados no pagamento de vantagens indevidas e ocultação de patrimônio".
A polícia apura frustração do caráter competitivo do procedimento licitatório e fraude em licitação e contrato. A corporação também aponta para suspeita de peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Os detalhes da investigação e as emendas que estão sob suspeita ainda não foram reveladas.
Emenda de R$ 22 milhões
Como mostrou O GLOBO em novembro de 2025, no fim de setembro daquele ano, a prefeitura de Petrolina (PE), cidade localizada a 715 quilômetros do Recife (PE), inaugurou a primeira etapa da Orla 3. À beira do Rio São Francisco, a administração duplicou avenidas, implantou ciclovias e fez melhorias de iluminação, conjunto em parte bancado com R$ 22 milhões enviados em 2021 pelo então senador Fernando Bezerra Coelho, cujo irmão é dono de um terreno na região do empreendimento e negocia uma indenização por causa da desapropriação.
Para a verba chegar aos cofres do município, então comandado por Miguel Coelho, um dos filhos de Bezerra, foi necessário assinar um convênio. O documento foi firmado entre a prefeitura e a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), cujo chefe local à época assessorou Bezerra nos tempos de Congresso. Com o dinheiro disponível, começaram os preparativos para a obra, que passa por um terreno de um familiar do senador. Já com a revitalização inaugurada, Miguel Coelho voltou à cena, agora fora da prefeitura e atuante nos negócios imobiliários da região.
Fonte: PF faz operação e apura suspeita de desvio em emendas de ex-senador Fernando Bezerra e filho
Foram apreendidos cerca de 200 aparelhos de cigarros eletrônicos
Anápolis/GO. A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (20/2), uma operação de combate ao contrabando de cigarros eletrônicos (vapes), em desdobramento de investigação iniciada em Tocantins.
Durante a investigação, foi presa em flagrante uma pessoa que se encontrava com posse de, aproximadamente, 200 aparelhos de cigarros eletrônicos, produtos de comercialização e importação proibidos no Brasil, introduzidos no país de forma clandestina.

Os itens apreendidos serão submetidos à perícia e permanecerão à disposição da Justiça. O investigado poderá responder pelo crime de contrabando, sem prejuízo de outras infrações eventualmente constatadas no curso das investigações.
As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros envolvidos e apurar a origem e o destino dos produtos apreendidos.
A Polícia Federal ressalta que a comercialização irregular de dispositivos eletrônicos para fumar, além de configurar ilícito penal e administrativo, representa risco à saúde pública e fomenta cadeias criminosas transnacionais.
Fonte: PF realiza apreensão de cigarros eletrônicos e prende uma pessoa — Polícia Federal
A ação resultou na prisão temporária de um homem, investigado por participação em crimes de abuso sexual infantojuvenil
Angra dos Reis/RJ. Nesta quinta-feira (12/2), a Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Classificação de Risco, que apura a prática de crimes relacionados ao abuso sexual de crianças e adolescentes em Angra dos Reis.

Na ação de hoje, policiais federais cumpriram um mandado de prisão temporária contra um homem investigado por participação nos crimes de compartilhamento de cenas contendo abuso sexual infantojuvenil e também por indícios de aliciamento de crianças para fins sexuais.
A operaçãoteve início a partir de monitoramentos realizados no ambiente virtual, que identificaram indícios de armazenamento e de compartilhamento de arquivos contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil. Com o avanço das diligências, foi possível localizar o primeiro investigado, tendo sido decretada sua prisão temporária na fase inicial da operação.
Durante a análise pericial dos dispositivos eletrônicos apreendidos, foram identificadas interações relevantes com terceiros, o que levou à deflagração da segunda fase da operação. Na ocasião, outro homem foi preso temporariamente, diante de indícios de participação no compartilhamento de material ilícito e possível envolvimento em condutas relacionadas ao aliciamento de crianças para fins sexuais.
Além da prisão, também foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, um em Angra dos Reis e outro no distrito de Conceição do Jacareí, em Mangaratiba/RJ. As diligências visam à coleta de equipamentos eletrônicos que serão submetidos à perícia técnica, a fim de identificar a extensão do envolvimento dos investigados, as eventuais vítimas e os possíveis outros participantes.
A operação contou com o cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão e de 41 medidas cautelares diversas da prisão, em Santa Catarina
Jaguarão/RS. A Polícia Federal, em ação conjunta com a Receita Federal, deflagrou, nesta terça-feira (10/2), a Operação Carga Dividida, com o objetivo de combater crimes de descaminho, de contrabando, de lavagem de dinheiro e de organização criminosa. O grupo atuava na fronteira do Brasil com o Uruguai, introduzindo bebidas alcoólicas no país de forma irregular.

A operação contou com o cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão e de 41 medidas cautelares diversas da prisão, em Santa Catarina, além do bloqueio de valores de até R$ 31 milhões em contas bancárias dos investigados e do sequestro de R$ 9 milhões em veículos e imóveis.
As medidas judiciais foram cumpridas nos seguintes municípios: Tubarão (1), Içara (1), Itajaí (1), Criciúma (7), Sombrio (4), Passo de Torres (1), Balneário Gaivota (1), Balneário Rincão (1) e Jaguaruna (4).
De acordo com as investigações, o grupo utilizava falsas excursões de turismo para transportar bebidas e outros produtos adquiridos em free shops. As mercadorias eram introduzidas ilegalmente no Brasil mediante a utilização das cotas dos passageiros. As viagens partiam de Criciúma/SC com destino a cidades fronteiriças, especialmente Jaguarão/RS.
Os investigados estão proibidos de deixar o território nacional e deverão entregar seus passaportes à Polícia Federal.
Ação visa desarticular organização criminosa responsável por logística de tráfico internacional de drogas pelo litoral maranhense
São Luís/MA. A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira, 9/2, a Operação Rota Marítima, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada por atuar no tráfico internacional de entorpecentes a partir do litoral maranhense.

As investigações apontaram a existência de um grupo estruturado e com divisão de tarefas, responsável pela logística de recebimento, de ocultação, de transporte e de envio de carregamentos de drogas ao exterior, mediante rotas marítimas.
Na ação, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal no Maranhão.
Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas, de associação para o tráfico e de organização criminosa.
Fonte: PF deflagra Operação Rota Marítima contra o tráfico de drogas — Polícia Federal
A Polícia Federal (PF) abriu um novo inquérito para investigar Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A nova apuração foi aberta após a PF encontrar indícios de que Vorcaro e outra pessoa adquiriram ações do Banco de Brasília (BRB) supostamente de forma ilícita e acima do limite permitido para um mesmo grupo. A suspeita é que a compra e a titularidade das ações não tenham se dado de forma transparente.

A PF já investiga a compra do Master pelo BRB em um inquérito que deu origem à primeira fase da operação Compliance Zero, em novembro de 2025. Essa primeira apuração mira possível fraude na compra, com o repasse de carteiras podres ao BRB pelo banco de Vorcaro.
Já o segundo inquérito relacionado ao BRB vai apurar possível gestão fraudulenta e manipulação de mercado. O Master ainda é alvo de outro inquérito sobre o uso de fundos por Vorcaro, parentes e sócios para desviar dinheiro do banco. Todos os casos são relatados pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli.
Fonte: PF abre inquérito para apurar compra de ações do BRB por Vorcaro
Material apreendido em operação tem menções a autoridades com foro especial, segundo investigadores
Caso pode ser desmembrado, com inquérito remetido à 1ª instância e abertura de novas apurações sobre políticos
As investigações da Polícia Federal envolvendo o Banco Master chegaram a elementos que apontam para o envolvimento de políticos com foro especial. Apurações sobre essas autoridades terão de correr no STF (Supremo ribunal Federal). Provas coletadas pela PF na primeira fase da operação Compliance Zero, que teve como alvo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, contêm referências a lideranças partidárias e altas autoridades, segundo relatos feitos Folha, sob anonimato, por investigadores do caso.

Eles afirmam que foram feitos "vários achados" com menções a essas figuras. Quando Vorcaro foi preso, a PF quebrou sigilos, apreendeu documentos e acessou o telefone celular do banqueiro. As referências aos políticos, na avaliação de investigadores, não têm relação direta com o inquérito sobre a fabricação de carteiras fraudulentas de crédito consignado pelo Master e a negociação de venda para o BRB (Banco de Brasília). Essas fraudes sustentaram a decisão da Justiça Federal em Brasília que autorizou a primeira fase da operação da PF, em 18 de novembro do ano passado, mesmo dia em que o Master foi liquidado.
Vorcaro ganhou notoriedade em Brasília por ter construído uma rede de aliados políticos e por organizar encontros em uma mansão na capital. As conhecidas relações do banqueiro provocam tensão entre autoridades desde que o
dono do Master foi alvo da PF. Alguns políticos temem que sejam desvendadas suas relações pessoais e financeiras com Vorcaro. As conexões do banqueiro são consideradas tão amplas que provocaram a leitura de que uma investigação profunda seria comparável à operação Lava Jato, que provocou abalos em diversos partidos e levou a uma série de tentativas de abafar as apurações.
A verificação desses indícios será agora aprofundada pelos investigadores para determinar se houve participação de autoridades no esquema de fraudes de Vorcaro. Eles se somarão aos dados já coletados na segunda fase da operação, que teve como alvo o uso de fundos de investimentos administrados pela gestora Reag para desvio de recursos captados pelo Master com a venda de CDBs (Certificados de Depósitos
Bancários).
A segunda fase da Compliance Zero, realizada em janeiro, ocorreu já por ordem do ministro do STF, Dias Toffoli, que assumiu o caso após provocação da defesa de Vorcaro, que alegou ter sido encontrada uma referência ao deputado João Bacelar (PLBA), que tem foro especial. A referência a Bacelar, no entanto, não é o alvo das apurações da PF neste novo momento. O material encontrado na operação cita outros políticos, incluindo nomes do
Congresso.
Fonte: PF encontrou indícios sobre políticos no caso Master - 30/01/2026 - Economia - Folha
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