Durante as buscas realizadas em Caçapava do Sul, foram apreendidos dispositivos eletrônicos para análise pericial
Santa Maria/RS. A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (24/9), a Operação Nêmesis, com o objetivo de combater o armazenamento de imagens e vídeos com conteúdo de abuso sexual infantil.

Na ação de hoje, policiais federais realizaram buscas na cidade de Caçapava do Sul, em endereço vinculado a um suspeito. Os dispositivos eletrônicos apreendidos passarão por análise pericial.
O inquérito policial teve início a partir do recebimento de informações que indicavam o armazenamento e a posse de arquivos de vídeos e imagens de exploração sexual infantojuvenil por meio da internet. O indivíduo poderá responder pelos crimes de armazenamento, produção e divulgação de conteúdo contendo abuso sexual infantojuvenil.
Embora o termo "pornografia" ainda seja utilizado em nossa legislação (art. 241-E da Lei nº 8.069, de 1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente) para definir "qualquer situação que envolva criança ou adolescente em atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, ou exibição dos órgãos genitais de uma criança ou adolescente para fins primordialmente sexuais", a comunidade internacional entende que o melhor nessas situações é referir-se a crimes de "abuso sexual de crianças e adolescentes" ou mesmo "violência sexual de crianças e adolescentes", pois a nomenclatura ajuda a dar dimensão da violência infligida nas vítimas desses crimes tão devastadores.
Além disso, a Polícia Federal alerta aos pais e aos responsáveis sobre a importância de monitorar e orientar seus filhos no mundo virtual e físico, protegendo-os dos riscos de abusos sexuais. Conversar abertamente sobre os perigos do mundo virtual, explicar como utilizar redes sociais, jogos e aplicativos de forma segura e acompanhar de perto as atividades online dos jovens são medidas essenciais de proteção. Estar atento a mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou segredo em relação ao uso do celular e do computador, pode ajudar a identificar situações de risco.
É igualmente importante ensinar às crianças e adolescentes como agir diante de contatos inadequados em ambientes virtuais, reforçando que podem e devem procurar ajuda. A prevenção é a maneira mais eficaz de garantir a segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes, e a informação continua sendo um instrumento capaz de salvar vidas.
A Polícia Federal faz na manhã de hoje uma operação para investigar supostas fraudes envolvendo contratos de R$ 40 milhões para tratamento das água da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte.

O que aconteceu
Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão. Um deles na DGAU (Diretoria de Gestão de Águas Urbanas), órgão da Prefeitura de Belo Horizonte. Operação ocorreu com apoio do Ministério Público Federal. PF e MPF apontam indícios de crimes como organização criminosa, prevaricação, corrupção ativa, fraude à licitação e crimes ambientais.
Investigação determinou o bloqueio de valores de mais de R$ 440 mil em nome do servidor público investigado. Segundo a PF, o montante se refere a transações bancárias suspeitas de caracterizarem o pagamento de propina.
Inquérito investiga possíveis irregularidades em contratos firmados com dispensa de licitação. O processo licitatório se refere à empresa que deveria ser contratada para fazer o tratamento e recuperação da qualidade das águas da Lagoa da Pampulha —patrimônio cultural tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).
Contratos envolvem cerca de US$ 7,5 milhões (R$ 40 milhões) em técnicas de biorremediação. A eficácia das técnicas também está sendo investigada. A gestão dos recursos foi de responsabilidade da DGAU da Prefeitura de Belo Horizonte.
Fonte: PF investiga fraude em licitação para tratamento de água em MG
Agentes saíram para cumprir mandados de prisão nas cidades de Niterói, São Gonçalo e Cachoeiras de Macacu.
A Polícia Federal (PF) iniciou nesta sexta-feira (19) a 2ª fase da Operação Farra Brasil 14, contra fraudes no sistema Caixa Tem, utilizado pela Caixa Econômica Federal para o pagamento de benefícios como Bolsa Família, seguro-desemprego e FGTS.

Agentes saíram para cumprir 6 mandados de prisão preventiva nas cidades de Niterói, São Gonçalo e Cachoeiras de Macacu.
Segundo as investigações, os golpistas cooptavam funcionários da Caixa e de lotéricas com propinas a fim de obter acesso a contas sociais de terceiros pelo Caixa Tem. A PF identificou que o grupo criminoso chegou a transferir mais de R$ 300 mil para um único funcionário.
De acordo com a Coordenação de Repressão a Fraudes Bancárias Eletrônicas da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da PF, já foram registrados cerca de 750 mil processos de contestação desde a criação do Caixa Tem, em abril de 2020. Nesse contexto, a Caixa já realizou o ressarcimento de pouco mais de R$ 2 bilhões.
Na 1ª fase da operação, deflagrada em abril, foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão, além da imposição de medidas cautelares para 16 investigados.
“Com a realização das buscas, foram obtidos novos elementos que comprovam que o grupo criminoso continuava a praticar as fraudes, resultando na expedição dos mandados de prisão preventiva contra os investigados”, informou a PF.
São apurados os crimes de organização criminosa, furto qualificado, corrupção ativa, corrupção passiva e inserção de dados falsos em sistemas de informação.
Fonte: PF mira fraudes no Caixa Tem e tenta prender 6 em operação
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