Última reportagem da série detalha o uso de equipamentos e inovações para localizar desaparecidos, crianças adotadas, garimpo ilegal, caça de animais e mostra como o perfil genético pode inocentar presos, e não apenas condenar
A revolução das investigações criminais e do combate ao crime organizado no Brasil começou com a criação da RIBPG (Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos), em 2013. O objetivo principal é manter, compartilhar e comparar perfis genéticos para auxiliar na apuração criminal ou na instrução processual.
Nesta terceira e última reportagem da série “DNA do Crime”, a CNN detalha o uso de equipamentos e inovações para localizar desaparecidos, crianças adotadas, garimpo ilegal, caça ilegal de animais e mostra também como o perfil genético pode inocentar presos, e não apenas condenar.
A RIBPG é uma ação conjunta entre a PF (Polícia Federal), as secretarias de Segurança Pública (ou instituições equivalentes) e a Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), voltada ao compartilhamento de perfis genéticos obtidos em laboratórios de genética forense.
A legislação brasileira determina que indivíduos condenados por crimes hediondos ou de violência grave devem ter obrigatoriamente o perfil genético coletado para fins de identificação criminal.
Com isso, há compatibilidade de perfis de presos em diferentes estados. Por exemplo, um suspeito preso no Rio Grande do Sul pode ser vinculado a um crime ocorrido no interior de São Paulo se houver compatibilidade de DNA.
Ou ao contrário: se um preso inocente for investigado por um crime e seu perfil estiver no banco de dados, é possível – como já ocorreu – que ele seja absolvido com base na evidência técnica, mesmo que haja reconhecimento de testemunha ou da vítima.
Condenado a 170 anos e inocente
Em maio do ano passado, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) absolveu um homem condenado por estupros após 12 anos preso injustamente, graças ao perfil genético.
Carlos Edmilson da Silva tinha 24 anos quando foi preso em 10 de março de 2012 pela Polícia Civil de São Paulo, em Barueri, e condenado a mais de 170 anos de prisão, acusado de uma série de estupros. Ficou conhecido como o "Maníaco da Castello Branco".
Em oito casos, as condenações já haviam sido revertidas após exames de DNA comprovarem que ele não era o autor dos crimes.
O ministro Reynaldo Soares da Fonseca, relator do caso no STJ, destacou que a análise do material genético revelou o perfil de outra pessoa, com diversas condenações por crimes semelhantes. "O Innocence Project Brasil, com ajuda do Ministério Público em Barueri, obteve cinco exames de DNA, todos elaborados pelo Instituto de Criminalística do Estado de São Paulo, os quais demonstram, sem sombras de dúvida, que o paciente não é o estuprador noticiado", afirmou.
Segundo o relator, apesar da relevância da palavra da vítima em crimes sexuais, não foi possível manter a condenação com base em reconhecimentos viciados ou desconstituídos, já que a prova pericial não identificou o perfil genético do condenado nos materiais coletados.
Pessoas desaparecidas

Cerimônia de lançamento reuniu autoridades do MJSP e representantes do Movimento Nacional de Familiares de Pessoas Desaparecidas, Comitê Internacional da Cruz Vermelha e Conselho Nacional de Dirigentes de Polícia Científica • Isaac Amorim/MJSP
Os perfis genéticos armazenados são confrontados em busca de coincidências que permitam relacionar suspeitos a locais de crime ou a diferentes casos entre si. Os perfis gerados pelos laboratórios da RIBPG, que seguem critérios previstos no Manual de Procedimentos Operacionais, são enviados ao Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG). Lá, ocorrem confrontos interestaduais com perfis de 20 laboratórios de genética forense, além de perfis de outros países via Interpol.
Outra utilização essencial dos bancos de perfis genéticos é a identificação de pessoas desaparecidas. Perfis oriundos de restos mortais não identificados ou de pessoas com identidade desconhecida são comparados com perfis de familiares ou amostras de referência, como escova de dentes ou roupas íntimas.
Em 2024, a PF lançou uma campanha mostrando que o banco também poderia ajudar filhos adotados a encontrar seus pais biológicos.
Antes da criação do BNPG e da RIBPG, havia um passivo de mais de 150 mil amostras biológicas de crimes sexuais a serem processadas no Brasil. Com o sistema de integração, os laboratórios de genética forense foram estruturados e interligados. Hoje, a rede é formada por 22 laboratórios vinculados a unidades de perícia estaduais, distrital e federal.
Reconhecimento facial
Outra ferramenta fundamental contra o crime organizado foi lançada em 2021: a ABIS (Solução Automatizada de Identificação Biométrica), que permite identificar pessoas por impressão digital e reconhecimento facial de forma precisa e confiável.
O sistema foi projetado para armazenar, em 48 meses, dados de 50,2 milhões de pessoas, com possibilidade de expansão para até 200 milhões.
Fonte: DNA do crime: Como funciona banco de dados e reconhecimento facial da PF | CNN Brasil
Ação cumpre 25 mandados judiciais nos dois estados

Aracaju/SE. A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (16/9) a Operação Soberba, com o objetivo de desarticular organização criminosa especializada em tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, com atuação principal nos estados de Sergipe e São Paulo.
A ação conta visa ao cumprimento de 7 mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Estadual. As medidas estão sendo cumpridas nos municípios de Lagarto/SE, Campo do Brito/SE, Barra dos Coqueiros/SE, São Paulo/SP e Guariba/SP.
As investigações tiveram início a partir de uma denúncia apresentada à Polícia Federal sobre indivíduos que estariam realizando tráfico de drogas em municípios do Estado de Sergipe. Durante o aprofundamento das investigações identificou-se a atuação de uma organização criminosa que, além do tráfico de drogas, movimentou cerca de R$ 5 milhões em transações suspeitas nos últimos dois anos.
Oito suspeitos foram presos em São Paulo na última sexta-feira
A operação da Polícia Federal que prendeu oito suspeitos de ataques hacker ao sistema financeiro nacional, na sexta-feira passada, foi possível após os alvos monitorarem os alvos e iniciarem uma "ação controlada", tipo de técnica de investigação que permite adiar a intervenção para obter mais provas, identificar participantes do crime e alcançar uma ação mais eficaz. A operação foi adotada após uma denúncia feita pela controladoria da Caixa Econômica Federal e a interceptação de mensagens e vídeos dos criminosos se gabando de ter acesso ao sistema Pix.

Os agentes identificaram o grupo após receberem na última quinta-feira um comunicado da Caixa de que dois suspeitos levariam uma máquina com credencial e acesso externo ao VPN (Rede Privada Virtual) das mãos do gerente de uma agência do Centro de São Paulo.
Em uma ação controlada, os agentes acompanharam a movimentação dos alvos e o transporte do notebook pelas ruas de São Paulo em direção a uma casa na Zona Leste da capital — onde outros hackers estavam reunidos.
Nesse local, a PF realizou a prisão em flagrante dos envolvidos. Em depoimento, a maioria deles negou ter envolvimento com os ataques cibernéticos e disseram estar ali para uma festa. Os investigadores apreenderam na residência doze celulares, um notebook e um pendrive.
Em mensagens interceptadas, a PF identificou a atuação de hackers que se comunicavam por meio de codinomes, como "SETHH 7", "RBS" e "BA". Entre eles, segundo os investigadores, estava um dos responsáveis "pela construção e viabilização dos meios de acesso ao sistema PIX", segundo o relatório da PF. Ele teria introduzido vulnerabilidades estruturais no sistema com o objetivo de viabilizar novos ataques.
Os agentes encontraram ainda um vídeo em que um suspeito se gaba de ter "a senha que gira o Pix" .
Além disso, a PF detectou o envolvimento no esquema de “doleiros, designados como responsáveis pela destinação dos valores a serem subtraídos", de acordo com o documento. Para dificultar o rastreamento do dinheiro roubado, boa parte do montante era convertido em criptomoeda e transferido ao exterior por meio de pequenas fintechs.
A Justiça Federal de São Paulo converteu a prisão em flagrante em preventiva no último sábado com base nas descobertas da Polícia Federal.
"Em primeiro lugar, conforme mencionado nos vídeos, as pessoas identificadas teriam acesso ao COFRE DE SENHAS da Caixa Econômica Federal, e que apenas haveria a necessidade de acesso à VPN. Em segundo lugar, conforme indicado nos vídeos, há o envolvimento de pessoa que teria participado, supostamente, da construção do Arranjo de Pagamento Instantâneo. Em terceiro lugar, trata-se de fato reiterado, sendo que há informações de fraudes não divulgadas, conforme mencionado", diz o relatório da PF, que conclui:
Auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) apontaram ausência de critérios objetivos na seleção da entidade, falta de comprovação da prestação de serviços e contratações direcionadas.
A Polícia Federal (PF) iniciou nesta quarta-feira (10) a Operação Antracito, que investiga possíveis desvios em contratos de prefeituras fluminenses com a Prima Qualita Saúde. Os acordos foram firmados entre 2022 e 2024 para prestação de serviços no Sistema Único de Saúde (SUS) e somam R$ 1,6 bilhão. O RJ1 mostrou parte dos casos.

Auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) apontaram ausência de critérios objetivos na seleção da organização social, falta de comprovação da prestação de serviços e contratações direcionadas — inclusive com empresas recém-criadas. Segundo a CGU, R$ 91 milhões são recursos federais.
Agentes saíram para cumprir 16 mandados de busca e apreensão em 7 cidades fluminenses: Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Saquarema, Rio Bonito, Santa Maria Madalena e Cachoeiras de Macacu. A PF não divulgou os nomes dos alvos da operação.
A investigação começou na Delegacia da PF em Macaé e envolve contratos com prefeituras de municípios como Duque de Caxias, São Gonçalo, Arraial do Cabo, Saquarema, Cachoeiras de Macacu, Santa Maria Madalena, Cordeiro e Quissamã.
Os investigados poderão responder por peculato, associação criminosa e lavagem de capitais.
Fonte: PF mira contratos de R$ 1,6 bilhão de prefeituras do RJ com organização social
De acordo com a PF, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (9) a Operação Hackback, com o objetivo de investigar ataques cibernéticos realizados contra a Universidade Federal do Piauí (UFPI).

De acordo com a PF, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal nos municípios de São João do Piauí (PI), Formosa (GO), Santo André (SP) e Parauapebas (PA). As investigações identificaram o suposto mandante e hackers contratados para a execução das invasões.
As apurações tiveram início após denúncias apresentadas pela Reitoria da UFPI, que relatou dois incidentes graves de invasão. O primeiro ocorreu em maio de 2024, quando o site oficial da instituição foi atacado um dia após protestos de estudantes na reitoria. Na ocasião, o invasor publicou uma foto do presidente Lula (PT) acompanhada de xingamentos contra os manifestantes e críticas à segurança digital da universidade.
Já em julho de 2024, servidores e estudantes enfrentaram dificuldades para acessar os sistemas acadêmicos da instituição, entre eles o SIG, Sinapse e Gitsig. A UFPI confirmou em nota que parte da infraestrutura havia sido comprometida por um ataque hacker.
A Polícia Federal segue com a análise do material apreendido para aprofundar as investigações e responsabilizar os envolvidos.
Fonte: Hackers que atacaram sistemas da UFPI são alvo de operação da Polícia Federal - Polícia
Seleção traz oportunidades para os cargos de delegado, perito criminal, agente, escrivão e papiloscopista
A Polícia Federal (PF) divulgou nesta segunda-feira (dia 8), no Diário Oficial da União, o resultado final da prova discursiva do concurso que oferece mil oportunidades para delegado, perito criminal, agente, escrivão e papiloscopista. A seleção está a cargo do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe).
Para conferir a listagem, basta acessar o link: EDITAL Nº 6 DE 4 DE SETEMBRO DE 2025 - EDITAL Nº 6 DE 4 DE SETEMBRO DE 2025 - DOU - Imprensa Nacional

A relação traz também a convocação para o exame de aptidão física e para o preenchimento da Ficha de Informações Confidenciais (FIC).
O teste de aptidão física será realizado nos dias 13 e 14 de setembro. O candidato deverá acessar o endereço eletrônico http://www.cebraspe.org.br/concursos/pf_25, a partir do dia 8 de setembro de 2025, para verificar sua data, seu horário e o local de realização do exame. Não haverá segunda chamada.
Para a investigação social, o candidato deverá preencher a FIC, a partir das 10h desta segunda-feira (dia 8) até as 18h do dia 15 de setembro (horário oficial de Brasília/DF), disponível no endereço eletrônico http://www.cebraspe.org.br/concursos/pf_25.
As oportunidades
A distribuição das vagas oferecidas nesta seleção é a seguinte:
Delegado: 120 vagas
Perito criminal: 69 vagas
Agente: 630 vagas
Escrivão: 160 vagas
Papiloscopista: 21 vagas
Do total de oportunidades oferecidas, 20% serão reservadas a candidatos que se autodeclararam negros (pretos e pardos) e indígenas. Além disso, 5% serão destinadas a pessoas com deficiência.
Salários iniciais
Os valores abaixo já incluem o auxílio-alimentação de R$ 1 mil:
Agente, escrivão e papiloscopista:
R$ 15.164,81 em 2025
R$ 15.710,10 em 2026
Delegado e perito criminal:
R$ 27.800 em 2025
R$ 28.831,70 em 2026
Validade do concurso
O prazo de validade do processo seletivo será de seis meses, a partir da data de publicação da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado, uma única vez, por igual período. As contratações serão feitas pelo regime estatutário.
A seleção já havia sido anunciada pelo governo federal em janeiro deste ano, com a previsão de mil vagas para 2025 e outras mil oportunidades para 2026.
Fonte: Polícia Federal divulga resultado final de prova discursiva. Confira
Fiscalizações ocorreram em fazendas entre Araçatuba e Presidente Epitácio
Araçatuba/SP. Nas últimas duas semanas, a Polícia Federal realizou operações de fiscalização em fazendas no interior de São Paulo, abrangendo a região entre Araçatuba e Presidente Epitácio, com foco na identificação e repressão ao trabalho análogo à escravidão.

As equipes federais foram a campo em locais de difícil acesso e, em muitos casos, com potencial risco para os agentes devido à hostilidade no recebimento. A atuação da PF garantiu a segurança e a efetividade das ações fiscalizatórias.
A operação contou com a participação do Ministério do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho e da Defensoria Pública da União. O trabalho conjunto reforça a importância da presença da Polícia Federal em atividades de proteção de direitos fundamentais, especialmente em áreas isoladas de plantações, onde a fiscalização é mais complexa.
Fonte: PF atua em combate ao trabalho análogo à escravidão no interior de São Paulo — Polícia Federal
Ação desta quinta-feira (4) é um desdobramento da Operação Colossus, realizada em janeiro de 2024, quando foi preso o líder de uma rede criminosa que movimentou mais de R$ 50 bilhões em criptoativos.
A Polícia Federal realiza, na manhã desta quinta-feira (4), a Operação Sibila, que tem como alvo uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e evasão de divisas por meio de criptomoedas.

De acordo com a corporação, estão sendo cumpridos em São Paulo cinco mandados de prisão temporária e 10 de busca e apreensão, além de ordens de sequestro de valores e bloqueio de bens determinadas pela Justiça Federal.
Até às 08h, pelo menos três pessoas já tinham sido presas. Um dos mandados de prisão o alvo já estava detido e o quinto elemento, segundo os federais, está em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
A operação também já apreendeu até o momento mais de R$ 700 mil em espécie, sob poder dos criminosos, além de uma Land Rover e uma BMW blindadas, chaves de acesso a carteiras de criptoativos, além de celulares e elementos de interesse da investigação.
Segundo a PF, os três presos e os donos do dinheiro apreendido são operadores financeiros do mercado ilícito de lavagem de dinheiro por meio das criptomoedas.
A ação é um desdobramento da Operação Colossus, deflagrada em janeiro de 2024, quando foi preso o líder de uma rede criminosa responsável por movimentar mais de R$ 50 bilhões em criptoativos entre dezembro de 2020 e janeiro de 2024.
Segundo as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada e laranjas para ocultar a origem dos valores ilícitos e realizar operações de evasão de divisas.
Fonte: PF prende 3 pessoas em operação contra lavagem de dinheiro e evasão de divisas
Operação "Lauandi" investiga uma organização criminosa especializada em fraudes cibernéticas, falsificação de documentos, estelionato e lavagem de dinheiro. Equipes cumprem mandados em Sorocaba (SP) e em outras cidades do estado.

A Polícia Federal (PF) cumpre mandados de busca e apreensão durante uma operação contra fraudes cibernéticas e lavagem de dinheiro, deflagrada nesta terça-feira (2), no interior de São Paulo.
Ao todo, são mais de 17 mandados sendo cumpridos nas cidades de Sorocaba (SP), Votorantim (SP), Ibiúna (SP), Paulínia (SP), Marília (SP), Peruíbe (SP) e Imperatriz (MA). Foram apreendidos diversos dispositivos eletrônicos, como celulares, documentos, veículos, dinheiro, cartões bancários entre outros materiais utilizados na falsificação de documentos.
Também foram cumpridas ordens judiciais de sequestro de bens móveis e imóveis, bloqueio de contas bancárias e custódia de criptoativos.
A Operação "Lauandi" investiga uma organização criminosa especializada em fraudes cibernéticas, falsificação de documentos, estelionato e lavagem de dinheiro.
Segundo as investigações, o grupo conseguiu grandes quantidades de dinheiro a partir de fraudes contra o Estado e empresas, além da comercialização de dados pessoais. Os valores eram direcionados para contas movimentadas por meio de empresas falsas, com o apoio de um contador.
Os investigados vão responder pelos crimes de falsificação de documentos, estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro, cujas penas somadas podem ultrapassar 20 anos de prisão, segundo a PF.
Início das investigações
A Polícia Federal começou a investigar as fraudes da organização em agosto de 2020, a partir de uma informação encaminhada pela Caixa Econômica, que continha dados sobre 91 benefícios de Auxílio Emergencial fraudados, no valor de R$ 54.600, valor que teria sido desviado para duas contas bancárias de pessoa física e de pessoa jurídica, em Indaiatuba (SP). A partir disso, a Delegacia de Polícia Federal de Campinas (SP) identificou milhares de outras fraudes.
Parte dos envolvidos no esquema também estavam localizados nos estados de Goiás e Rondônia. Eles recebiam valores de aproximadamente 360 contas do Auxílio Emergencial, que eram fraudadas por meio de pagamento de boletos e transferências bancárias.
A operação desta terça-feira foi realizada a após a Operação "Apateones", de março de 2023, conduzida pela Polícia Federal de Campinas. Na época, um homem suspeito de comandar a organização criminosa e a sua esposa foram presos em flagrante por organização criminosa e posse ilegal de arma de fogo.
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