Operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes do STF (Supremo Tribunal Federal)
Segundo investigação, eles tinham uma estrutura que facilitava a logística do tráfico e da milícia
Pelo terceiro dia seguido, a Polícia Federal cumpre mandados de prisão determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de envolvimento de autoridades com o crime organizado no Rio de Janeiro.
Nesta quarta-feira (11), são cumpridos sete mandados de prisão preventiva (sem tempo determinado) e também buscas e apreensões contra um grupo formado por policiais militares do Rio suspeitos de terem sido cooptados por facções criminosas e a milícia. Em ações anteriores, na segunda (9) e na terça-feira (10), foram presos um delegado da
Polícia Federal, um ex-secretário de estado e policiais civis que teriam atuado para ajudar ou para extorquir traficantes.

A primeira fase da ação, na segunda, prendeu o delegado federal Fabrizio Romano sob suspeita no caso envolvendo o ex-deputado TH Joias, que teria ligação com o Comando
Vermelho. A defesa de Romano nega que ele tenha cometido irregularidades. Na terça, foram presos o delegado de Polícia Civil Marcus Henrique de Oliveira Alves e os policiais civis Franklin Jose de Oliveira Alves e Leandro Moutinho de Deus. A reportagem não teve acesso à defesa dos três.
A operação desta quarta acontece nas cidades do Rio de Janeiro —em Taquara, Freguesia, Campo Grande e Santa Cruz—, Nova Iguaçu (RJ) e Nilópolis (RJ). Moraes determinou que os investigados sejam afastados da suas funções públicas e a quebra de sigilo de dados dos equipamentos eletrônicos apreendidos com eles. De acordo com a PF, os PMs alvos da operação "se utilizavam das prerrogativas da farda e da função pública para atuar em benefício do crime organizado".
"A investigação evidenciou uma estrutura voltada não apenas à facilitação logística para o tráfico e milícias, mas também à blindagem de criminosos e à ocultação do proveito
econômico ilícito", afirma a polícia.
A investigação apura suspeitas dos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e ativa e lavagem de dinheiro. O material pode dar subsídio a novas investigações
relacionadas à operação.
Fonte: PF prende sete PMs suspeitos de atuarem para tráfico no RJ - 11/03/2026 - Cotidiano - Folha
Segundo investigações, suspeitos intimidavam e ameaçavam outros provedores do serviço
Dois foram presos; ação cumpre 15 mandados de busca e apreensão
Uma operação da PF (Polícia Federal) e do MPF (Ministério Público Federal) na manhã desta quarta-feira (4) prendeu duas pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa voltada à interrupção de serviços de telecomunicação em Cabo Frio (RJ). Os alvos, segundo a PF, haviam monopolizado ilegalmente a oferta de serviços de internet e estabelecido controle territorial sobre o bairro Jacaré, na região dos lagos.
Isso ocorria por meio de uma empresa controlada pelos suspeitos mas que, apesar disso, estava em nome de laranjas —medida voltada a esconder a verdadeira estrutura de controle da organização, de acordo com as investigações.
A ação cumpriu 15 mandados de busca e apreensão, autorizados por decisão que estabeleceu também medidas cautelares a outros investigados. Além de Cabo Frio, as buscas abrangeram os municípios de Rio de Janeiro, Rio das Ostras, São Pedro da Aldeia e Araruama. Entre as condutas identificadas pelas autoridades estão danos a equipamentos de telecomunicação, corte de cabos e a intimidação de funcionários de outras provedoras.
Os suspeitos também impediam que outras empresas oferecessem serviços no local, de acordo com a PF. Eles devem responder, segundo a polícia, pelos crimes de furto qualificado, interrupção de serviços de utilidade pública e organização criminosa, "sem prejuízo de eventuais outros delitos que possam ser identificados no decorrer das investigações".
Fonte: PF mira suspeitos de monopolizar oferta de internet no Rio - 04/03/2026 - Cotidiano - Folha
Grupo é suspeito de desviar US$ 2,6 milhões de carteiras de cripto em exchange dos EUA
O furto eletrônico de criptoativos no valor de aproximadamente US$ 2,6 milhões, subtraídos de carteiras mantidas em uma exchange sediada nos Estados Unidos
A PF (Polícia Federal) realiza, nesta terça-feira (3), uma operação para desarticular uma organização criminosa suspeita de fraudes eletrônicas em carteiras de criptoativos e lavagem internacional de dinheiro. Segundo as investigações, o grupo teria furtado cerca de US$ 2,6 milhões de carteiras mantidas em uma exchange sediada nos Estados Unidos.

Denominada como Operação Decrypted II, a ação cumpre um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão, além do sequestro de bens dos investigados, na cidade de Imperatriz, no Maranhão.
De acordo com a PF, as investigações tiveram início após informações repassadas pela da El Dorado Task Force da HSI (Homeland Security Investigations), em Nova Iorque.
Após aproximadamente um ano de apuração, a polícia conseguiu identificar e localizar pessoas ligadas ao furto eletrônico dos criptoativos. Segundo a corporação, a atuação dos suspeitos localizados no Brasil são centralizadas, principalmente, no Maranhão.
Foram identificadas ainda movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados, que recebiam valores elevados de provedoras de serviços de ativos virtuais (PSAVs) sem justificativa comercial ou negocial aparente.
A PF informou que as medidas ostensivas são resultados da prática frequente de transferências de altos valores em criptoativos, mesmo após o cumprimento de mandados de busca na primeira fase das investigações, comprovando a continuidade da prática criminosa por parte de um dos investigados.
Fonte: Operação da PF mira grupo por fraude e lavagem internacional de dinheiro | CNN Brasil
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