A Polícia Federal cumpriu na manhã de hoje oito mandados de busca e apreensão para avançar na investigação sobre aporte de R$ 97 milhões do Iprev (Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió) em fundos ligados ao banco Master.

A ação teve apoio da CGU (Controladoria-Geral da União) e foi autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O Iprev efetuou os aportes nos fundos ligados ao banco de Daniel Vorcaro durante a gestão do então prefeito João Henrique Holanda Caldas, conhecido como JHC — ele assumiu o cargo em janeiro de 2021 e saiu em abril deste ano, para participar das eleições.
"A investigação tem como objeto duas aplicações realizadas nos anos de 2023 e 2024, que totalizaram R$ 97 milhões, e busca esclarecer as circunstâncias do processo de credenciamento, cotação, análise de risco, governança e tomada de decisão que antecederam os investimentos", diz a PF.
De acordo com a PF, a investigação mira o crime de gestão fraudulenta. Outro lado Em nota, o Maceió Previdência informa que "vem colaborando, desde o início, com as investigações, prestando todos os esclarecimentos e fornecendo as informações solicitadas pelas autoridades competentes".
"O Instituto reforça que os atos relacionados aos investimentos observaram os ritos legais e administrativos aplicáveis e destaca que seu patrimônio cresceu de aproximadamente R$ 400 milhões, em 2021, para mais de R$ 1,6 bilhão atualmente, garantindo a capacidade de pagamento de aposentados e pensionistas."
Fonte: PF mira R$ 97 milhões da previdência de Maceió em fundos do Master
Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão no DF e no Maranhão
A Polícia Federal cumpre, nesta terça-feira (4), mandados de busca e apreensão para apurar a suposta lavagem de dinheiro entre os fatos investigados na Operação Sem Desconto.

São cumpridos 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal e no Maranhão.
As investigações tiveram início após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam utilizado pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações com valores em espécie, com o objetivo de ocultar a origem e a destinação dos recursos.
As investigações pretendem esclarecer a origem e a destinação dos recursos, o objetivo dos repasses e a individualização das condutas dos investigados.
Fonte: PF deflagra nova fase da Operação Sem Desconto e apura lavagem de dinheiro | Blogs | CNN Brasil
* Integrantes da polícia dizem que decisões do ministro do STF configuram interferência sobre a instituição
* Objetivo do órgão é que a AGU encontre algum remédio judicial contra atos que aumentaram controle do magistrado
A Polícia Federal acionou, na última semana, a AGU (Advocacia-Geral da União) contra medidas impostas pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, que aumentaram o controle do caso que investiga as fraudes nos descontos no INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).

As investigações sobre o caso envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT). O objetivo do órgão é que a AGU encontre algum remédio judicial para rebater a determinação do ministro para que todos os atos da apuração sejam imediatamente
juntados ao processo que tramita em seu gabinete.
Ele também determinou que qualquer afastamento de policiais da equipe de investigadores seja comunicado previamente ao seu gabinete. Nos bastidores, pessoas com acesso à cúpula da polícia classificaram as medidas como uma intromissão do magistrado na gestão de suas equipes e uma violação às competências do órgão.
A decisão de compartilhar os dados diretamente com o gabinete também foi vista como um sinal de uma possível desconfiança do ministro em relação à imparcialidade da polícia na condução do caso. Um investigador ligado às apurações disse que, se Mendonça avalia que há perseguição ou proteção a alguém ou alguma irregularidade, ele deve formalizar isso no processo e não ir contra uma instituição por uma suspeita genérica.
A reportagem não conseguiu contato com o gabinete de Mendonça para falar do assunto e a AGU não respondeu sobre o pedido. A PF também não comentou o assunto. As investigações do caso, no âmbito da Operação Sem Desconto, são consideradas sensíveis por envolverem Lulinha. Ele teve as suas quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático autorizadas pelo ministro em fevereiro.
Uma das linhas de investigação é que o filho do presidente seria sócio oculto do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS e apontado como um dos operadores centrais do esquema de fraudes. A ida da PF à AGU representa uma escalada na crise entre Mendonça e a polícia. Devido à insatisfação do relator com o que vê como lentidão das investigações sobre o caso, o ministro havia determinado anteriormente que a PF concluísse, em até 60 dias, a análise do material apreendido na operação, como celulares, HDs, e pen drives dos presos.
Em resposta, a PF informou ao ministro que precisaria de mais prazo e falou em falta de pessoal. A polícia disse que há 11 pessoas atuando na investigação, enquanto seriam necessárias mais de 40 para cumprir o prazo desejado pelo ministro. Também afirmou que a análise global do material, de cerca de 1.700 itens, encontra-se em estágio inicial e que teria finalizado cerca de 40%.
O ministro também havia pedido, em ofício enviado à corporação, que o órgão mantivesse a equipe de investigação e, em caso de alterações, que fossem apresentadas justificativas no processo. A determinação foi feita devido a sua insatisfação com trocas na coordenação do caso feitas pela Polícia Federal. Ele avaliou que essas mudanças têm contribuído para a demora da conclusão da operação.
Também há uma percepção, entre autoridades que acompanham o caso, de que, apesar de ser mais antiga, a Sem Desconto, iniciada em 23 de abril de 2025, está mais lenta do que a operação Compliance Zero, que apura fraudes do Banco Master e teve a primeira fase deflagrada em 18 de novembro.
A PF já havia anunciado a retirada do caso da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários e realocado a apuração para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores, que investiga pessoas com foro privilegiado. Na ocasião, o chefe da divisão antiga, o delegado Guilherme Figueiredo Silva, foi pego de surpresa com a decisão da cúpula da Polícia Federal.
A polícia argumentou que a mudança foi feita para assegurar maior eficiência às investigações porque a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores tem estrutura para a condução de operações sensíveis com tramitação no STF.
As mudanças da PF levaram a oposição a acusar a corporação de proteger o filho do presidente. O assunto também tem gerado um racha entre investigadores que trabalham no caso. Sob reserva, parte deles diz ver a opção de avançar sobre o filho do presidente como uma
mudança do rumo das apurações e afirma que, até o momento, não há provas suficientes de que ele tenha cometido irregularidades. A defesa de Lulinha sempre negou que ele tenha cometido qualquer ilegalidade.
Os investigadores também têm feito críticas internamente à condução de Mendonça, assim como no caso da Compliance Zero. Segundo eles, os pedidos para quebra de sigilo ou de bloqueio de bens feitos pela PF ao gabinete não têm a mesma velocidade em suas análises, dependendo de quem são os alvos.
Fonte: PF aciona governo contra Mendonça no caso INSS e Lulinha - 30/07/2026 - Política - Folha
Operação Nova Aliança integra a cooperação entre Brasil e o país vizinho no enfrentamento ao narcotráfico na região de fronteira
A Polícia Federal e a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai iniciam, nesta segunda, a 56ª fase da Operação Nova Aliança.
“Nesta etapa, as ações estarão concentradas na região de fronteira com ocorrência de cultivo ilícito de maconha e de atuação de organizações criminosas transnacionais”, diz a PF.

As equipes farão operações aéreas e terrestres voltadas à localização, à erradicação e à destruição de plantações ilegais, bem como à desarticulação de estruturas utilizadas para produção e para armazenamento de drogas.
Realizada desde 2012, a Operação Nova Aliança integra a cooperação entre Brasil e Paraguai no enfrentamento ao narcotráfico na região de fronteira.
“Além das ações de erradicação de cultivos ilícitos, a operação prevê a recuperação de áreas degradadas pelo cultivo ilegal, conduzida pelos órgãos paraguaios competentes”, diz a PF.
A operação seguirá até o dia 7 de agosto e contará com o apoio da Força-Tarefa Conjunta e do Ministério Público do Paraguai.
Fonte: PF mira crime organizado em operação conjunta com o Paraguai | VEJA
Página 3 de 325