O ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Marcus Amim e o ex-prefeito de Belford Roxo Marcio Canella, atual presidente do União Brasil fluminense, estão entre os alvos de busca e apreensão na nova fase da operação Unha e Carne.

Canella é pré-candidato ao Senado pelo União Brasil. Também são alvos dois policiais ligados a ele. São eles José Carlos Alves de Souza e Pablo Jukia. Amim foi nomeado secretário da Polícia Civil pelo então governador Cláudio Castro.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Nas fases anteriores, a ação prendeu o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, e apurou a relação de agentes públicos com o crime organizado. Ao todo, a PF cumpre 19 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende. Também há ordens de sequestro de bens e suspensão da atividade de empresas.
"De acordo com as investigações, o esquema teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme Relatório de Inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), enviado à PF", diz a corporação. São investigados os crimes de organização criminosa, contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro.
Fonte: Ex-chefe da Civil e presidente do União Brasil do Rio são alvos
Investigação aponta participação de empresas e prestadores de serviços ligados ao porto em esquema criminoso; ação já resultou na apreensão de veículos de luxo, armas e bloqueio de mais de R$ 30 milhões.
A Polícia Federal realizou, nesta segunda-feira (30), a terceira fase da Operação Palma, que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar no Porto do Mucuripe, em Fortaleza. As investigações identificaram o envolvimento de três empresas e 14 funcionários e prestadores de serviços vinculados a empresas que atuam no porto, supostamente associados às atividades do grupo.
A apuração policial também resultou na apreensão de veículos de luxo, dez armas de fogo, inclusive de grosso calibre, dinheiro em espécie e no bloqueio de contas bancárias que ultrapassam R$ 30 milhões.
A operação dá continuidade às investigações sobre a tentativa de envio de 435 quilos de cocaína para o exterior, caso identificado em fevereiro de 2025.
Ao todo, são cumpridos 20 mandados judiciais:
De acordo com a PF, os elementos coletados apontam para a existência de um esquema estruturado voltado ao tráfico internacional de drogas, com indícios de utilização da estrutura portuária para viabilizar a exportação de entorpecentes e ocultar a origem ilícita dos recursos obtidos.
Em nota, o Porto do Mucuripe informou que "mantém atuação permanente e integrada" com a Polícia Federal e outros órgãos para evitar o tráfico no local e adota medidas administrativas contra empresas suspeitas de envolvimento.
O Porto afirma ainda que investe na segurança do empreendimento, como a modernização do sistema de videomonitoramento.
Armas e veículos de luxo apreendidos
As diligências realizadas ao longo da investigação também resultaram na apreensão de vários veículos de luxo, dez armas de fogo, inclusive de grosso calibre, além de valores em espécie.
Os investigados poderão responder pelos seguintes crimes: financiamento e integração de organização criminosa, tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, furto, corrupção ativa e passiva e uso de documento falso.
Ainda conforme a Polícia Federal, as investigações continuam para identificar outros envolvidos, aprofundar o rastreamento patrimonial do grupo criminoso e responsabilizar os criminosos.
Fonte: Tráfico no Porto do Mucuripe: PF mira empresas e funcionários | G1
Agentes saíram para cumprir 14 mandados de busca e apreensão, sendo 10 expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal e outros 4 expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) — alguns dos envolvidos têm foro privilegiado.
A Polícia Federal (PF) iniciou nesta terça-feira (30) a 2ª fase da Operação Anafóra, para combater a lavagem de dinheiro oriunda do desvio de recursos públicos da saúde. Na 1ª etapa, há 4 anos, Washington Reis (MDB), ex-prefeito de Duque de Caxias e então candidato a vice-governador do RJ na chapa de Cláudio Castro (PL), foi um dos alvos.

Agentes saíram para cumprir, no total, 14 mandados de busca e apreensão, sendo 10 expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal e outros 4 expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) — alguns dos envolvidos têm foro privilegiado.
Os mandados são cumpridos em endereços do Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias. Em uma empresa ligada ao principal alvo da investigação, em Xerém, distrito de Duque de Caxias, agentes encontraram dinheiro escondido embaixo de um sofá durante as buscas.
A apuração dos atos de lavagem foi aprofundada após a deflagração da 1ª etapa da operação, em setembro de 2022. “Os investigados mantêm bens próprios em nome de terceiros, realizam despesas incompatíveis com sua condição financeira e participam de negociações vinculadas a imóveis”, declarou a PF.
“Os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, fraude a licitação e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outros que venham a surgir no decorrer das investigações.”
Fonte: Operação Anáfora: PF combate lavagem de dinheiro na saúde do RJ | G1
Agentes e procuradores saíram para cumprir 9 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.
A Polícia Federal (PF) iniciou nesta quinta-feira (25), com apoio do Ministério Público Federal (MPF), a 2ª fase da Operação Disclosure, que investiga a fraude bilionária nas Americanas — cujo prejuízo, agora, pode chegar a R$ 54 bilhões, de acordo com os laudos técnicos periciais.

Agentes e procuradores saíram para cumprir 9 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o sequestro de bens e valores em nome dos envolvidos de R$ 54 bilhões.
Desta vez, a força-tarefa busca apurar se acionistas das Americanas e representantes de bancos privados também participaram do esquema.
Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, ex-executivos da companhia montaram um esquema para inflar artificialmente os lucros e o caixa da empresa, ocultando dívidas e manipulando balanços para valorizar as ações negociadas na Bolsa.
De acordo com a investigação, os envolvidos recebiam bônus milionários atrelados ao desempenho financeiro e lucravam com a venda de papéis valorizados artificialmente.
“Os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico”, afirmou a PF.
“As apurações apontam indícios, em tese, dos crimes de manipulação de mercado e associação criminosa”, emendou.
Fonte: Fraude nas Americanas: PF cumpre mandados e bloqueia R$ 54 bilhões | G1
Suposto esquema em licitações que teria desviado R$ 5 milhões envolve ex-integrante da Administração Cettolin
A Polícia Federal trabalha para concluir entre setembro e outubro deste ano as investigações da Operação Lamaçal, que apura um suposto esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro envolvendo contratos firmados pela Prefeitura de Lajeado e que envolve uma empresa de Garibaldi, que supostamente atuaria como laranja da empresa Arki. O prejuízo estimado aos cofres públicos pode chegar a R$ 5 milhões.
A informação foi confirmada pelo delegado da Polícia Federal Marconi Silva, responsável pela investigação. Segundo ele, o material apreendido nas duas fases da operação tanto em Garibaldi, quanto nas outras cidades, continua sendo analisado por equipes da Polícia Federal, etapa considerada decisiva para o encerramento do inquérito. A expectativa é de que a análise técnica seja finalizada entre agosto e setembro, permitindo a conclusão formal das investigações ainda no segundo semestre.
Entre os principais alvos da operação estão o ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo (União Brasil), e a empresária Lorena Mercalli, ligada às empresas Arki Serviços e Plati Serviços. Ambos chegaram a ser presos durante a segunda fase da operação, mas foram liberados dias depois. A Polícia Federal sustenta que as investigações apontam indícios de direcionamento de licitações e favorecimento empresarial em contratos públicos.
Embora o foco principal da investigação esteja em Lajeado, a Operação Lamaçal também teve desdobramentos em Garibaldi. Durante as duas fases da operação, agentes da Polícia Federal cumpriram mandados de busca e apreensão no município, onde um ex-secretário municipal que atuou na administração Cettolin chegou a ser preso. As diligências ocorreram em endereços ligados a empresas investigadas e a pessoas que teriam mantido relações profissionais com o grupo econômico alvo da apuração.
Conforme a polícia, ex-integrantes do governo do ex-prefeito Antônio Cettolin (MDB) passaram a ser investigados por possíveis vínculos no esquema de corrupção. Um dos ex-secretários teria deixado a administração municipal para atuar junto a uma das empresas investigadas, enquanto familiar de outro ex-secretário apareceu nas investigações por supostas ligações societárias que estão sendo apuradas pelas autoridades.
Ainda conforme o delegado Marconi Silva, os elementos reunidos até agora indicam a existência de um possível conluio entre agentes públicos e empresas privadas para direcionar processos licitatórios. A investigação aponta indícios de utilização de orçamentos fictícios, cláusulas restritivas em editais e contratação de empresas sem a observância da proposta mais vantajosa para a administração pública. O inquérito teve origem na análise de contratos custeados com recursos federais do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS). Com o avanço das investigações, a PF identificou outros contratos sob suspeita, todos ligados ao mesmo grupo econômico investigado.
Ao final da investigação, os envolvidos poderão responder por crimes como fraude em licitação, contratação direta ilegal, peculato, corrupção ativa e passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A expectativa agora é pela conclusão do relatório final da Polícia Federal, documento que servirá de base para eventuais denúncias do Ministério Público Federal e para o avanço do caso na esfera judicial.
Com a reta final da Operação Lamaçal se aproximando, cresce a expectativa sobre o alcance das conclusões da PF e sobre quem poderá ser formalmente responsabilizado em um dos maiores casos de investigação envolvendo recursos públicos na região nos últimos anos. A opinião pública também está indignada e estarrecida, pois este desvio de recursos do possível esquema teria sido feito durante a enchente que assolou o Estado, um dos piores momentos vividos por famílias que perderam absolutamente tudo com as águas.
Fonte: Polícia Federal está perto de concluir a Operação Lamaçal | Polícia | Portal Adesso
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