Desvios em licitações e lavagem de capitais são apurados na Operação Lamaçal
Santa Cruz do Sul/RS. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (26/2), a segunda fase da Operação Lamaçal. O objetivo é apurar o possível desvio de recursos públicos federais do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) repassados à administração municipal de Lajeado/RS, em razão das enchentes ocorridas no mês de maio de 2024.
A primeira fase da operação foi deflagrada no mês de novembro de 2025, e a análise parcial do material apreendido corroborou a hipótese de direcionamento das licitações. As investigações identificaram irregularidades em três licitações da Prefeitura de Lajeado envolvendo empresas de um mesmo grupo econômico, contratadas para prestar serviços de assistência social. Há indícios de que as escolhas não observaram a proposta mais vantajosa e de que os valores pagos estavam acima dos preços de mercado.

A operação contou com 20 mandados de busca e apreensão e 2 mandados de prisão temporária expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, além do sequestro de veículos e do bloqueio de ativos.
As diligências aconteceram nos seguintes municípios do Rio Grande do Sul: Lajeado, Muçum, Encantado, Garibaldi, Salvador do Sul, Fazenda Vilanova, Novo Hamburgo e Porto Alegre.
Foi decretado, ainda, o afastamento cautelar de cargo público ocupado por dois investigados, além da prisão temporária de outros dois. Também foram apreendidos três veículos, aparelhos eletrônicos e documentos relacionados ao caso.
Os investigados poderão responder pelos crimes de desvio, ou aplicação indevidamente, de rendas ou de verba pública; de contratação direta ilegal, de fraude em licitação ou em contrato, de corrupção passiva, de corrupção ativa, de associação criminosa, de lavagem de dinheiro, dentre outros.
PF cumpre 42 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal
A Polícia Federal realiza nesta quarta-feira uma operação contra desvio de emendas parlamentares. O ex-senador Fernando Bezerra e seus filhos, o deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE) e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) estão entre os alvos.
Intitulada de Operação Vassalos, a ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os policiais estão cumprindo 42 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal.
Em nota, o advogado André Callegari, que representa Fernando Bezerra Coelho e Fernando Filho, afirmou que não teve acesso à decisão do ministro do STF Flávio Dino. "Os mandados vieram desacompanhados dos motivos que ensejaram as medidas cautelares. A defesa já solicitou acesso aos autos, para que, assim, possa se manifestar no processo", diz o texto.
Fernando Bezerra Coelho foi ministro da Integração Nacional no governo Dilma Rousseff e líder do governo Jair Bolsonaro no Senado. Fernando Coelho Filho foi ministro de Minas e Energia no governo Michel Temer.
Conforme a PF, "a investigação aponta para existência de uma organização composta por agentes públicos e privados suspeita de desviar recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, por meio do direcionamento de licitações para empresa vinculada ao grupo, com posterior utilização dos valores desviados no pagamento de vantagens indevidas e ocultação de patrimônio".
A polícia apura frustração do caráter competitivo do procedimento licitatório e fraude em licitação e contrato. A corporação também aponta para suspeita de peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Os detalhes da investigação e as emendas que estão sob suspeita ainda não foram reveladas.
Emenda de R$ 22 milhões
Como mostrou O GLOBO em novembro de 2025, no fim de setembro daquele ano, a prefeitura de Petrolina (PE), cidade localizada a 715 quilômetros do Recife (PE), inaugurou a primeira etapa da Orla 3. À beira do Rio São Francisco, a administração duplicou avenidas, implantou ciclovias e fez melhorias de iluminação, conjunto em parte bancado com R$ 22 milhões enviados em 2021 pelo então senador Fernando Bezerra Coelho, cujo irmão é dono de um terreno na região do empreendimento e negocia uma indenização por causa da desapropriação.
Para a verba chegar aos cofres do município, então comandado por Miguel Coelho, um dos filhos de Bezerra, foi necessário assinar um convênio. O documento foi firmado entre a prefeitura e a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), cujo chefe local à época assessorou Bezerra nos tempos de Congresso. Com o dinheiro disponível, começaram os preparativos para a obra, que passa por um terreno de um familiar do senador. Já com a revitalização inaugurada, Miguel Coelho voltou à cena, agora fora da prefeitura e atuante nos negócios imobiliários da região.
Fonte: PF faz operação e apura suspeita de desvio em emendas de ex-senador Fernando Bezerra e filho
Foram apreendidos cerca de 200 aparelhos de cigarros eletrônicos
Anápolis/GO. A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (20/2), uma operação de combate ao contrabando de cigarros eletrônicos (vapes), em desdobramento de investigação iniciada em Tocantins.
Durante a investigação, foi presa em flagrante uma pessoa que se encontrava com posse de, aproximadamente, 200 aparelhos de cigarros eletrônicos, produtos de comercialização e importação proibidos no Brasil, introduzidos no país de forma clandestina.

Os itens apreendidos serão submetidos à perícia e permanecerão à disposição da Justiça. O investigado poderá responder pelo crime de contrabando, sem prejuízo de outras infrações eventualmente constatadas no curso das investigações.
As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros envolvidos e apurar a origem e o destino dos produtos apreendidos.
A Polícia Federal ressalta que a comercialização irregular de dispositivos eletrônicos para fumar, além de configurar ilícito penal e administrativo, representa risco à saúde pública e fomenta cadeias criminosas transnacionais.
Fonte: PF realiza apreensão de cigarros eletrônicos e prende uma pessoa — Polícia Federal
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